domingo, 5 de dezembro de 2010

João Batista prepara a vinda do Messias

O evangelho deste final de semana, (Mt 3, 1-12) segunda semana do tempo de advento apresenta João Batista como precursor, aquele que prepara a vinda do Messias. João Batista está no deserto da Judéia, se alimenta com gafanhotos e mel silvestre. O deserto evoca imediatamente o lugar onde o povo do Antigo Testamento gestou um projeto de sociedade alternativa na qual todos pudessem ter acesso à vida. Alimentando-se do que encontra no deserto, João Batista confunde os planos econômicos da sociedade estabelecida em Jerusalém, baseada na exploração, no lucro consumista de poucos à custa da fome e miséria do povo.
João anuncia, com seu modo de viver, o novo que está para chegar em Jesus, aquele que vai inaugurar a Justiça do Reino. O povo sofrido vai a João e confessa seus pecados. Os fariseus e saduceus não concordam com isso, porque são os mantenedores do poder político, econômico e religioso. João Batista os chama de “raça de cobras venenosas”, porque o sistema por eles mantido só gera morte.
O profeta mostra, que para pertencer ao reino, é necessário produzir frutos de justiça que comprovem a mudança, “pois o machado já está na raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo”. A propósito, estamos mais para João Batista ou para os Escribas e Fariseus? Como está nossa preparação para receber o Messias que vai nascer? Que tipo de frutos nossa pratica de vida está gerando?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Celebrações de primeira eucaristia

A criançada da matriz e da Comunidade Menino Jesus de Praga realizaram no final de semana que passou a primeira eucaristia. Neste final de semana é a vez das comunidades de São Braz e Campo Bonito. Nosso agradecimento especial aos catequistas que abraçaram esta missão de gratuidade e doação. E as crianças perseverança nesta caminhada com Jesus Cristo eucarístico.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Um menino vai nascer

Depois de muita espera um jovem casal recebeu a notícia que teriam um filho. Nossa! Que festa! Que euforia! Não cabiam em si de tanta alegria. Começaram a ligar, mandar torpedo, email, anunciando esta notícia. E a partir deste momento a vida deste casal nunca mais foi a mesma.
A mais de dois mil anos, numa pequena vila, um casal recebe a notícia que o Messias anunciado pelos profetas, iria nascer e que eles seriam a família deste menino tão anunciado e esperado. A partir deste momento a vida deste casal nunca mais foi a mesma. Inúmeras dificuldades tiveram para acolher este menino. Viagens, perseguições, pobreza, mas a fé e a certeza de que Deu
s os escolheu para esta nobre missão.
Estamos nos preparando mais uma vez para receber este menino que vai nascer. As ruas começam a ser enfeitadas, o comércio nos motivando para comprar presentes e arrumar enfeites, o papai Noel já esta presente e aos poucos tudo fica em clima de natal. E o menino que vai nascer, onde está? O que estamos fazendo para acolhê-lo? Será que ele vai encontrar lugar em nossa casa?
Nossa igreja nos motiva para preparar e acolher este menino que vem com orações e com gestos concretos de amor, partilha, perdão e solidariedade. Os encontros de preparação para o natal são uma importante ferramenta, bem como nossas celebrações litúrgicas e gestos concretos como doações de doces, brinquedos, roupas e alimentos em favor dos necessitados. Como está nossa preparação para receber o guri-Deus que vem a nós?

domingo, 28 de novembro de 2010

Vigilância, Prontidão...

O evangelho deste final de semana, (Mt 24,37-44), primeira semana do tempo de advento, alerta para estarmos atentos, vigilantes e preparados. Os capítulos 24 e 25 de Mateus formam o que se costumou chamar de “discurso escatológico”. Dois temas importantes nascem desses capítulos: 1. O fim do Templo e a destruição de Jerusalém. 2. O desconhecimento em relação à vinda do Filho do Homem e a conseqüente vigilância como gesto ativo que compromete as pessoas na transformação da realidade. Este segundo aspecto é o tema do evangelho deste final de semana.
A vinda do Filho do Homem é uma questão de sensibilidade para o momento presente, semelhante à de Noé, qualificado como pessoa justa. É aí que se joga o destino da sociedade: “Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem. Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra deixada”. Por que essa diferença de sortes? Qual terá sido o critério de seleção, se aparentemente os dois homens e as duas mulheres estavam fazendo exatamente as mesmas coisas? A resposta está no modo como a pessoa age. Há quem vive o presente preparando o futuro, e há quem não aprendeu da história (os tempos de Noé) e não sabe como viver o presente, sem futuro...
Mas, o que é vigiar? Vigilância, nesse caso, é solidarizar-se com Jesus, que está para ser morto por uma sociedade baseada na mentira e na injustiça. Isso pode iluminar o trecho em questão. Jesus não está à procura de inquisidores nem declarou aberta a temporada de caça às bruxas; ele quer pessoas que, apesar de não saberem quando o Senhor virá, se solidarizam com os que clamam por sua vinda, projetando luzes novas sobre a escuridão que invade nossa sociedade. A propósito, Estamos vigilantes com Jesus, no rosto de nossos irmãos e irmãs? Como vamos nos preparar para o natal?

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

É tempo de advento

Neste final de semana começamos um novo ano na Igreja. É tempo de advento, de espera e preparação para o natal. Para as duas maiores festas cristãs, Páscoa e Natal, a Igreja nos propõe um tempo de preparação, que na Páscoa chamamos de quaresma e no natal advento. Advento vem de advir, espera, preparação, caminho para a vinda de Jesus. Advento não é natal, mas preparação para o natal. O natal está profanado pela exploração econômica. Os interesses comerciais ligados a ele atropelam completamente a consciência e a vivência do advento. Assim a igreja nos convida a fazermos destas quatro semanas um tempo de preparação, de recepção e acolhida para que o guri-Deus faça sua morada mais uma vez no meio de nós.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Tempo de Assembleia

Estamos nos aproximando de mais um final de ano e com ele, muitas coisas se tornam inevitáveis. É tempo de olhar para trás e perceber as coisas que realizamos e também aquelas que deixamos de fazer. É tempo de avaliação e planejamento também.
Para nós igreja é tempo de assembleia de pastoral, ou seja, momento de avaliar nossa atuação pastoral neste ano de 2010. O que fizemos neste ano que está chegando ao seu final? O deixamos de fazer? O que poderíamos ter feito melhor? Como está nossa vivência pessoal e comunitária?
Em nossa diocese este ano de 2010, foi o ano que a missão popular começou a ganhar corpo com os retiros paroquiais e formação de novos grupos de famílias. Foi maravilhoso perceber as pessoas se dando conta de que não estão aqui por acaso. Existe sim, alguém que é maior do que tudo e todos, e nos convida a colaborarmos com Ele, para deixarmos o mundo mais lindo, justo, fraterno e solidário.
O próximo ano será para nossa diocese o ano da visitação, ou seja, seremos desafiados a visitarmos todas as pessoas de nossas comunidades. Iremos a todas as casas, com o objetivo de conhecer, dialogar, encurtar distancias e convidar todos para se engajarem nesta proposta de tornar Jesus Cristo mais conhecido, amado e vivido.
Que o Espírito Santo, nos ilumine para realizarmos boas assembléias, avaliando nossa atuação e planejando o próximo ano com boas ações. Que 2011 seja o ano da visitação. E que esta renove e revigore nossa vida de fé em Jesus Cristo na comunidade Igreja.

sábado, 20 de novembro de 2010

O Rei da Justiça, da Paz e do Amor

No evangelho deste final de semana, (Lc 23,35-43), festa de Cristo Rei, Jesus é apresentado como Rei do Universo. Junto à cruz estão espectadores curiosos (povo), lideranças político-religiosas judaicas e soldados. Juntamente com o criminoso, essas pessoas representam os que se sentiram traídos em suas expectativas quanto ao tipo de messianismo e realeza que Jesus inaugurou a partir dos pobres e marginalizados. De fato, a zombaria gira em torno dos títulos Messias, o Escolhido, Rei dos Judeus. Havia um letreiro fixado à cruz: “Este é o Rei dos Judeus”. Só agora, depois de haver apresentado a zombaria dos que se excluem da sociedade e história novas, é que o evangelista Lucas chama a atenção para o fato. O letreiro, apesar dos insultos e caçoadas, afirma que em Jesus está presente a realeza capaz de dar a vida.
O episódio do “bom ladrão” quer mostra que a misericórdia de Deus jamais se esgota se as pessoas estão dispostas a aceitá-la. Afirma também que justamente aí, na cruz, é que inicia a realeza autêntica: “Jesus, lembra-te de mim, quando começares a reinar”. A súplica do “bom ladrão” representa o clamor de todos os “malditos” da nossa sociedade, dos quais Jesus se lembra e começa a reinar com eles e a partir deles: “Hoje você estará comigo no paraíso”.
Temos aqui um dos pólos do Evangelho de Lucas. A atividade libertadora de Jesus iniciada a partir de seu programa na sinagoga de Nazaré para terminar no “paraíso”, onde ele entra com os excluídos que clamam: “Jesus, lembra-te de mim…”. O paraíso recorda o jardim do Éden do livro do Gênesis, onde o ser humano experimentou o prazer de uma sociedade fraterna e igualitária. Jesus reina a partir dos “malditos”, dos pobres e dos excluídos. A propósito, é assim a pratica de nossos governantes hoje? E nossa comunidade Igreja, acolhe aqueles que estão à margem?