Mostrando postagens com marcador Religioso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Religioso. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de janeiro de 2012

JESUS COMEÇA SUA MISSÃO E CHAMA. QUE TAL?

O Evangelho deste final de semana, (Mc 1,14-20) 3º Domingo do Tempo Comum, temos Jesus começando sua missão e chamando os primeiros discípulos.
O batismo de Jesus por João Batista é o ato inaugural de sua missão. Atraído pela mensagem do Batista, Jesus abandona sua rotina de vida em Nazaré da Galileia, procura o batismo de João na região do além-Jordão e começa a formar seu próprio discipulado para, a seguir, iniciar sua missão, assumindo elementos do anúncio de João Batista.
João Batista anunciava a conversão à prática da justiça como caminho para remover o pecado do mundo. Com seu convite ao batismo e à conversão deflagrou um processo de discipulado no qual se inseriu Jesus, que veio da Galileia. João foi preso por Herodes, tetrarca da Galileia, pois este, diante da grande afluência de pessoas atraídas pela pregação de João, temia por uma insurreição popular.
Após a prisão de João, Jesus decide levar o seu anúncio da conversão ao Reino de Deus à Galileia. Ele inova no sentido de que, em vez de aguardar a afluência de pessoas na região desértica à margem do Jordão, decide dirigir-se, com discípulos, às regiões povoadas do norte.
O que caracteriza o discipulado é a conversão. Assim como Jesus, após receber o batismo de João, abandonou seu costumeiro modo de vida familiar em Nazaré, também os discípulos abandonam suas atividades profissionais e o convívio costumeiro com seus familiares e companheiros de trabalho, e põem-se a seguir Jesus.
A conversão se faz a partir do olhar para Jesus e deixar-se contagiar pelo seu amor misericordioso e por suas palavras. Assim, vamos nos libertando das ideologias de sucesso, riqueza e poder, para incorporarmos valores de comunhão com o próximo, na mansidão e no carinho, construindo um mundo novo possível, na justiça e na fraternidade.
A propósito, aceitamos o convite e chamado de Jesus?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

ENCONTRAMOS O MESSIAS?

O Evangelho deste final de semana, (Jo 1,35-42) começo do Tempo Comum, traz como tema o chamado dos primeiros seguidores de Jesus e neles o nosso chamado também.
A vocação dos dois primeiros discípulos nasce do testemunho de João Batista. A partir daí surge uma conscientização vocacional que envolve outras pessoas com base no testemunho de quem esteve com Jesus: André encontra seu irmão Simão Pedro e o apresenta a Jesus. Em seguida, é Filipe quem encontra Natanael e lhe fala de Jesus. Assim, por meio do testemunho de outros, o grupo dos colaboradores de Jesus vai crescendo.
E a pergunta de Jesus é uma inquietação de toda a humanidade: “O que vocês estão procurando?” Do início ao fim de nossas vidas estamos à procura de algo ou de alguém. A resposta dos discípulos é movida pelo desejo de comunhão: “Mestre, onde moras?” Os discípulos não estão interessados em teorias sobre Jesus. Querem, ao contrário, criar laços de intimidade com ele. Para que isso aconteça, é preciso fazer a experiência com ele: “Venham ver!”.
E o resultado da experiência já aparece: “Então eles foram e viram onde Jesus morava. E permaneceram com ele naquele dia. “Eram mais ou menos quatro horas da tarde.” Em linguagem simbólica, quer dizer que é o momento gostoso para o encontro ou a hora das opções acertadas. André era um dos discípulos que, diante do testemunho do Batista, seguiram a Jesus e fizeram a experiência das “quatro horas da tarde.” André significa homem, ser humano.
Desse modo, as pessoas só se tornam verdadeiramente humanas depois que fazem a experiência do Mestre, e esta se converte em testemunho que arrasta: André leva Simão a Jesus. E em seguida leva outras pessoas, pois fala no plural: “Encontramos o Messias.” É uma experiência comunitária e progressiva de quem é Jesus.
Por fim, Jesus pede que Simão Pedro encontre sua identidade: “Você é Simão, filho de João. Vai se chamar Cefas.” O nome é a identidade da pessoa. Simão será, no Evangelho de João, símbolo de toda pessoa em busca de identidade. Ele dará muitas cabeçadas ao longo desse evangelho, até se encontrar consigo próprio, com sua missão e com Jesus. A propósito, podemos dizer que “encontramos” o Messias?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

JESUS É RECONHECIDO POR TODOS OS POVOS

O Evangelho deste final de semana (Mt 2,1-12), festa da Epifania, ou festa do Reis Magos, como é conhecida, temos Jesus manifestado a todos os povos.
Epifania, palavra de origem grega, significa manifestação externa, aparecimento. No mundo helenista, a palavra era usada para exprimir a chegada de um imperador em visita aos territórios de seu domínio. O uso tradicional desta palavra para indicar esta narrativa do nascimento de Jesus, em Mateus, induz a uma interpretação gloriosa deste nascimento.
A narração de Mateus é uma reconstrução literária de episódios bíblicos antigos, apresentados como que se realizando no tempo do narrador. Mateus narra a visita dos magos no sentido de associar o nascimento de Jesus a uma profecia de Isaías, segundo a qual as várias nações pagãs trarão tesouros, ouro e incenso ao Templo de Jerusalém.
Jesus é apresentado como a luz e a glória de Deus para o povo de Israel, sendo a ele que os povos vêm em adoração, em uma perspectiva universalista, a qual está presente também na teologia paulina. A menção da estrela que guia os magos é uma alusão à estrela de Jacó que, depois, se transformou na estrela de Davi, com seis pontas e doze lados, associando Jesus ao messianismo davídico.
Assim também se dá com o nascimento em Belém, que era tida como a terra de origem de Davi. Em todos estes acentos messiânicos, o evangelista Mateus, os fazia para convencer sua comunidade de cristãos originários do judaísmo que em Jesus se realizavam as suas expectativas messiânicas, conforme a tradição do Antigo Testamento. Além do mais, a narrativa abre espaço para acentuar a crueldade do rei Herodes, o Grande, com o episódio seguinte da matança das crianças de Belém.
Do ponto de vista histórico, a manifestação de Jesus ao mundo acontece a partir do início de seu ministério, o que se dá com o seu batismo por João Batista. Com o anúncio da chegada do Reino dos Céus, Jesus revela Deus como Deus do amor para todos os povos, sem exclusões. O encontro com Deus se dá no desapego da riqueza e do poder, e em toda ação a favor da vida e da paz. A propósito, percebemos esse Deus amor revelado por Jesus Cristo?

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Maria, a mãe de Deus

O Evangelho do primeiro dia do novo ano (Lc 2,16-21), traz a festa de "Maria, Mãe de Deus".
Neste título de Maria, estabelecido no Concílio de Éfeso, no ano 431, vemos a afirmação da íntima unidade entre nossa humanidade, expressa em Maria, mãe de Jesus, e o próprio Deus. Tal título associa a dimensão feminina de Maria à própria natureza divina. Em Maria vislumbramos traços do rosto feminino de Deus. Podemos dizer: Deus é Pai e Mãe.
A novidade de Jesus é a revelação da dignidade da criação, assumida na vida divina. Deus nos criou para a eternidade. O Filho de Deus nasce entre nós repousando em uma manjedoura. E esta maravilhosa presença entre nós não foi anunciada aos grandes e poderosos, mas em primeira mão aos humildes pastores, que, em vigília, guardavam as ovelhas. Deus se relaciona com homens e mulheres não por meio de poder e submissão, mas de humilde amor, que comunica vida e liberta de todas as ilusões e opressões promovidas pelos poderosos deste mundo.
São os humildes e simples, talvez por estarem mais abertos, que percebem a ação de um Deus que se faz pobre, simples, humilde, criança, nascendo numa manjedoura e nos mostrando a grandiosidade de seu amor livre e gratuito para com a humanidade. A propósito, estamos dispostos a vivermos estes valores neste novo ano que começamos?

sábado, 24 de dezembro de 2011

NASCEU O SALVADOR

No evangelho que a liturgia nos propõe na noite de natal (Lc 2,1-14) temos o relato do nascimento de Jesus. “Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vocês um salvador, que é o Messias, o Senhor”. O anúncio central do trecho de hoje traz em si o início e a realização da salvação. Isso se torna compreensível se levarmos em conta o título que o Menino recebe da parte dos anjos: ele é Salvador.
O Messias entra na história da humanidade por caminhos alternativos não trilhados pelos poderosos. O imperador Augusto decreta, para todo o império romano, um recadastramento que tem por objetivo arrecadar taxas sobre pessoas livres e escravas, homens e mulheres. Maria dá à luz sozinha, durante uma viagem, fora de casa, sem encontrar lugar entre os parentes, na maior solidão e abandono. Jesus é colocado numa manjedoura e recebe a visita dos pastores, gente marginalizada e odiada por causa de sua conduta.
Assim a história da salvação não nasce em Roma, sede do poder absolutizado, e sim em Belém, na pessoa de alguém que foi marginalizado antes mesmo de nascer. O Menino pobre que nasce em Belém possui o poder da comunicação que vem de Deus: um anjo do Senhor se encarrega de comunicar a grande novidade à humanidade. Mas a comunicação de Deus possui caminhos alternativos: não se dirige aos poderosos, e sim aos pastores. O povo do Messias pobre são esses marginalizados da sociedade. Eles são envolvidos pela luz divina e recebem a comunicação da boa notícia, ao mesmo tempo em que são encarregados de transmiti-la a todo o povo. A propósito, vamos acolher este Deus-menino que nasce neste natal?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A estrela verde da esperança

Estamos nos aproximando de mais um natal e com ele são renovados os sentimentos de paz, amor, alegria e esperança. A “Estrela Verde” resume muito bem este tempo que estamos vivendo.
Era uma vez em que havia milhões de estrelas no céu. Estrelas de todas as cores: brancas, lilases, prateadas, douradas, vermelhas, azuis...
Um dia, elas procuraram o Senhor, o Deus do Universo, e disse
ram-lhe: Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra com os homens. Assim será feito, disse-lhes Deus, conservarei vocês todas pequeninas como são vistas e podem descer à Terra.
Conta-se que naquela noite houve uma linda chuva de estrelas. Umas desceram nas torres das igrejas, outras foram voar e brincar com os vaga-lumes no campo, outras se misturaram nos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada. Porém, passando algum tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar ao céu, deixando a Terra escura e triste.
Por que voltaram? Perguntou Deus. Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra. Lá existe muita miséria, muita desgraça, fome, violência, guerra maldade, doença. O Senhor lhes disse: Claro, o lugar de vocês é aqui no céu, a Terra é o lugar do transitório, daquilo que passa, do imperfeito, daquele que caiu, daquele que erra, daquele que morre. Aqui no céu é o lugar da perfeição, o lugar onde tudo é bom, onde tudo é eterno.
Depois que chegaram as estrelas, Deus falou de novo: Mas está faltando uma estrela! Será que se perdeu no caminho? Um anjo que estava perto retrucou: Não, Senhor! A estrela resolveu ficar entre os homens, ela descobriu que seu lugar é exatamente onde está a imperfeição, onde há limites, onde as coisas não vão bem. Mas que estrela é essa, perguntou Deus? Por coincidência, Senhor, era a única estrela desta cor. E qual era a cor desta estrela, insistiu Deus. É verde, Senhor! A estrela verde do sentimento da esperança.
E, quando olharam para a Terra, a estrela verde já não estava mais sozinha. A Terra estava novamente iluminada, porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa, porque o único sentimento que o ser humano tem e Deus não têm é a Esperança. Deus já conhece o futuro, e a esperança é própria da natureza humana, própria daquele que cai, daquele que erra, daquele que não é perfeito, daquele que ainda não sabe qual é o seu futuro.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

COMO PREPARAR A VINDA DE JESUS

O Evangelho deste final de semana ((Jo 1,6-8.19-28), terceiro domingo do advento, mostra João Batista anunciando a vinda de Jesus.
Os vv. 6-8 pertencem ao Prólogo do evangelho onde diz que, “apareceu um homem enviado por Deus; seu nome era João”. A testemunha é uma pessoa comum, um ser humano com identidade própria (nome) que Deus credenciou. A missão de João é “ser testemunha e dar testemunho da luz, a fim de que todos cheguem à fé”.
Os vv. 19-28 falam do contexto em que se desenvolve a ação da testemunha da vida que é Jesus: a da luta entre as trevas e a luz. As trevas são as lideranças político-religiosas do tempo. Antes de tentar apagar a luz-vida que é Jesus, elas querem eliminar João, a testemunha e por isso vão logo perguntando: “Quem é você?”. A resposta de João, “Eu não sou o Messias”, nos fala das suspeitas dos investigadores: temiam que João se declarasse o inaugurador de nova ordem social, um líder de movimento popular que se opusesse às autoridades existentes. João nega também ser Elias e o Profeta.
A comissão de inquérito sossega um pouco, mas não se satisfaz. E continua investigando: “Quem é você? Temos que levar uma resposta aos que nos enviaram. Quem você diz que é?”. João se autodefine como “uma voz que grita no deserto: ‘Endireitem o caminho do Senhor!’. Mencionando o deserto, o evangelho aponta para a nova sociedade que está para chegar com Jesus. João veio tirar os obstáculos que impedem a construção do novo. E os principais empecilhos são justamente as autoridades que mantêm o povo dominado. Elas “entortaram o caminho do Senhor”, impedindo ao povo o acesso à vida. A propósito, que obstáculos precisamos retirar para preparar a vinda de Jesus neste natal?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

COMO ESTAMOS NOS PREPARANDO PARA O NATAL?

O Evangelho deste final de semana (Mc 1,1-8), segundo domingo do advento apresenta João Batista, como aquele que prepara a vinda de Jesus.
É o começo do Evangelho de Marcos que foi, provavelmente, o primeiro texto de catequese das comunidades primitivas. O evangelista concentra seus esforços na demonstração de “quem é Jesus”. E, desde o início, deixa claro: o que vamos encontrar neste livro é apenas o começo. Esse dado é importante para entendermos a intenção do evangelista: percorrer o caminho que leva a Jesus é estar sempre disposto a começar, a reaprender.
Se quisermos encontrar Jesus e saborear a boa notícia que ele é e traz, precisamos recomeçar sempre junto aos empobrecidos e marginalizados da sociedade, aprendendo com suas esperanças e lutas.
O texto fala de João Batista, o precursor do Messias-Filho de Deus, apresentando-o como o mensageiro que vai à frente de alguém mais importante, como o profeta que veio para preparar o caminho do Senhor. O precursor aparece no deserto. Essa indicação é importante, pois recorda ao mesmo tempo, o período que vai da libertação do Egito até a entrada na Terra Prometida e o período da saída do exílio na Babilônia até o regresso à pátria.
Jesus será, portanto, aquele que vai introduzir o povo em nova realidade. De fato, suas primeiras palavras no Evangelho de Marcos são estas: “O tempo já se cumpriu, e o reino de Deus está próximo. Convertam-se e acreditem na boa notícia”.
A preparação para a vinda de Jesus feita por João Batista é direcionada a cada um de nós. A propósito, como está nossa preparação para acolher o Deus-menino que vem a nós?

sábado, 26 de novembro de 2011

O QUE É VIGIAR?

O Evangelho deste final de semana (Mc 13,33-37), primeiro domingo do advento traz presente o tema da vigilância e atenção para receber o senhor que vem.
O capitulo 13 de Marcos é um discurso escatológico, uma fala sobre o fim. O motor desse capítulo é a pergunta que os discípulos fazem a Jesus depois que este afirmou não ficar do templo pedra sobre pedra. Eles querem saber “quando vai acontecer isso, e qual será o sinal de que essas coisas estarão para acabar”. Jesus não está interessado em satisfazer a curiosidade dos seus seguidores a respeito da destruição do templo nem em relação ao final dos tempos, mas mostrar, qual é a atitude fundamental do discípulo: vigilância.
Primeiramente ressalta que o fim de tudo não é algo pré-datado nem detectável mediante cálculos: “Cuidado! Fiquem atentos, porque vocês não sabem quando chegará o momento”. Num segundo momento faz a comparação de um homem que, ao partir para o estrangeiro, deixou a casa sob a responsabilidade dos empregados, distribuindo a cada um sua tarefa, e mandou o porteiro ficar vigiando. Antes de viajar, confiou ao porteiro e aos empregados a administração da casa.
A função do porteiro é igual à dos empregados: vigiar. Ele, porém, não deve fazer tudo sozinho: simplesmente coordena as tarefas e estimula a cada um dos empregados a exercê-la com responsabilidade. Para Jesus, todos são responsáveis pela “casa” que é o mundo, cada qual com sua função específica.
Assim, vigiar não é atitude passiva de espera, mas ação concreta de quem se sente responsável, junto com tantos outros, pela “casa” de Deus que é o mundo. Em outras palavras, vigiar é testemunhar a ação e presença de Deus no meio das pessoas. A propósito, estamos vigiando? O que faremos para preparar a vinda de Jesus?
. A propósito, Estamos vigilantes com Jesus, no rosto de nossos irmãos e irmãs? Como vamos nos preparar para o natal?

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

VAI COMEÇAR A PREPARAÇÃO PARA O NATAL

Neste final de semana, com o tempo do advento, começamos um novo ano litúrgico, Isto é, para a igreja é ano novo. E neste começo de ano, temos um tempo especial para preparar a festa do nascimento de Jesus.
As antigas comunidades cristãs, quando começaram a celebrar o Natal, o fizeram, ao mesmo tempo, como o desdobramento da alegria pascal e como celebração do início do mistério da salvação. E assim como a festa da páscoa era preparada por um tempo de jejum e escuta da Palavra, colocaram também um tempo de preparação antes da festa do Natal.
A Palavra Advento, como tantos outros termos importantes do cristianismo, foi tirada do vocabulário pagão, e significa chegada ou vinda. Ao longo do tempo, foi assumindo o sentido tanto do nascimento do Senhor (o Senhor veio!), quanto da preparação para este evento (o Senhor vem!) e também da espera da segunda vinda de Cristo (o Senhor virá!).
A liturgia, nas duas primeiras semanas do Advento, acentua a espera da segunda vinda de Cristo no final dos tempos, enquanto nas outras duas semanas destaca a preparação para a solenidade do Natal.
Os cristãos primitivos tinham o costume de esperar a celebração de cada domingo com uma vigília de oração. No Evangelho, encontramos muitas Palavras de Jesus nos chamando atenção para à vigilância. Um dos textos que inspirou muito a liturgia do Advento é a parábola das virgens sábias, contada em Mt 25,1-13, com sua imagem das lâmpadas acesas e seu mandamento de vigiar.
Vigilância, atenção, prontidão. Algumas das características desse tempo especial que estamos começando. Celebrando o Natal de Jesus, fazemos hoje, nele, o nosso Natal. Celebrando o Advento de Jesus, ele se manifesta a nós e nos faz caminhar mais depressa em direção ao seu Reino. Como vamos nos preparar para o natal?

sábado, 19 de novembro de 2011

“VINDE BENDITOS DE MEU PAI...”

O Evangelho deste final de semana (Mt 25, 31-46), continuidade do Evangelho de domingo passado, é conhecido como relato do juízo final.
Este Evangelho é uma das páginas mais expressivas no sentido de indicar que a comunhão com os excluídos e oprimidos é a própria comunhão com Jesus e com Deus. Na solidariedade com os excluídos, os famintos, os sedentos, os sem teto, os nus, os doentes e os presos, encontramos com o próprio Jesus, realizando-se, assim, a sua "vinda na glória".
A promoção da vida é a comunhão com Jesus em sua vida divina e eterna, em qualquer tempo e em qualquer povo. Desde a sua criação, os homens e as mulheres foram predestinados a participar da vida eterna, através da prática do amor, da partilha e do serviço.
A propósito, enxergamos no rosto dos excluídos o próprio rosto de Jesus? O que estamos fazendo em favor de Jesus no rosto dos sofredores?

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

FESTA DE CRISTO REI



Com a festa de Cristo Rei, que iremos celebrar neste final de semana, chegamos ao final de mais um ano litúrgico. Esta festa foi instituída no ano santo de 1925, faz a conclusão do ano na Igreja e proclama que Jesus Cristo é o rei do universo. Um rei que não é igual aos reis de sua época. Jesus é o rei da vida, da simplicidade, da partilha, do perdão e da paz.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Na partilha dos dons se multiplicam

No Evangelho deste final de semana (Mt 25,14-30) temos a parábola dos empregados que são desafiados a produzir frutos.
O senhor é ambicioso, e ao viajar, determina a seus três servos que façam render seu dinheiro. Os dois servos mais "fieis" fizeram o dinheiro render cem por cento. Contudo um servo mais tímido, temeroso da severidade do patrão, não querendo correr risco, escondeu o dinheiro que recebeu e devolveu-o tal qual. O Senhor, afirmando-se como sendo aquele que "colhe onde não plantou e ajunta onde não semeou", qualifica o servo tímido de mau e preguiçoso.
Os dois servos fiéis e eficientes foram exaltados e o servo tímido foi lançado fora. A sentença final, "a quem tem será dado mais... daquele que não tem será tirado", é típica da sociedade excludente e concentradora de riquezas.
A parábola tem certo aspecto de caricatura irônica da sociedade. Suas imagens são pouco condizentes com a revelação de Jesus de Nazaré, manso e humilde de coração, que vem trazer vida para todos, sem exclusões. O Reino de Deus é o reino dos pobres, mansos, pacíficos e misericordiosos, com fome e sede de justiça e partilha.
Assim, o grande ensinamento da parábola, é o convite para colocarmos nossos dons, qualidades, talentos, a serviço daqueles que mais precisam. Desse modo, aumentaremos nossos dons e teremos mais rendimentos para nós mesmos. É muito conhecido o ditado, que tão bem cabe nesta situação: “Fica sempre um pouco de perfume nas mãos de quem oferece rosas”.
A propósito, o que estamos fazendo em favor dos outros? Sou capaz de doar um pouco de meus dons e talentos em favor da comunidade que faço parte?

sábado, 5 de novembro de 2011

Encontrão diocesano dos grupos de famílias reúne mais de três mil pessoas na Vila São João

A paróquia São José Operário, da Vila São João, Torres, recebeu neste sábado, 05 de novembro, mais de três mil pessoas vindas das 24 paróquias da diocese para o

encontrão diocesano dos grupos de famílias.

Por volta das 8h30min começaram a chegar as primeiras caravanas, que animadas pelo grupo de Capão da Canoa, formaram um lindo coro. Depois da saudação do Bispo diocesano Dom Jaime, da palavra do prefeito municipal João Alberto e de momento de oração, o povo seguiu em procissão até o CTG Porteira Gaúcha.

Na continuidade do encontro, partilha de experiências, almoço partilhado, tribuna livre, com músicas, teatros, danças e celebração eurística presidida pelo bispo Dom Jaime e concelebrada por vários sacerdotes. Em sua homilia, Dom Jaime, deu ênfase a missão dos grupos de famílias. “Um grupo de família que não acolhe, que não vai ao encontro de novas famílias não está sendo fiel a sua missão”

No final, envio do missionário Marcos Liden para Moçambique, na Africa, envio de todos os presentes para seus grupos e comunidades, entrega do símbolo do encontro, e convite para o encontro de 2012, que será no dia 10 de novembro em Osório.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

JESUS ANUNCIA O CAMINHO DA FELICIDADE

O evangelho deste final de semana (Mt 5,1-12), festa de todos os Santos, traz o conhecido relato das bem-aventuranças. O texto começa: “Tendo visto as multidões, Jesus subiu à montanha...”. Foi porque viu aquelas multidões que Jesus subiu à montanha e passou a dar a instrução aos discípulos, como Moisés, da montanha, deu ao povo a Lei ou Instrução de Deus. À vista das multidões, ele faz o Sermão da Montanha.
Que multidões eram essas? Eram as multidões de sofredores da Judeia e da Galileia. Podemos dizer que são toda a humanidade sofredora. Por causa dela, para benefício dela, Jesus se senta como mestre, rodeado pelos discípulos, sobre uma montanha que lembra o monte Sinai. Ele instrui os discípulos não para que estejam voltados para o próprio umbigo, mas para que cuidem das multidões sofredoras que acorrem de toda parte.
Isso ajuda a entender a instrução. Notar que, das oito bem-aventuranças básicas, a primeira e a última se referem ao tempo presente: “deles é o reino dos céus”. É preciso ter bem claro que “reino dos céus” não é o céu, a glória eterna. “Reino dos céus” é o mesmo que reino ou reinado de Deus. Ele começa aqui na terra, onde o que se liga ou desliga é confirmado no céu. Os primeiros são os “pobres por espírito”, isto é, por força interior, por convicção, e os últimos são os “perseguidos por causa da justiça”, perseguidos por buscarem a justiça do reinado de Deus. Assim, os pobres e os perseguidos, de certo modo, identificam-se.
Nas bem-aventuranças seguintes estão as consequências disso. Os que agora estão chorando mais adiante vão parar de chorar, serão consolados. Os que têm fome e sede de ver acontecer a verdadeira justiça hão de matar essa fome. Os carentes, em geral traduzidos por “mansos”, os que não são ninguém, que não têm vez nem voz, serão senhores, serão os donos da terra. Na sequência, outras três bem-aventuranças: os que colaboram, ou seja, os que têm misericórdia, os que têm intenções retas (“coração puro”) e os que promovem a paz ou felicidade plena também terão sua recompensa. A propósito, acolhemos a proposta de felicidade das bem-aventuranças?

domingo, 30 de outubro de 2011

Dia Nacional da Juventude reuniu mais de mil jovens em Dom Pedro de Alcântara

O Dia Nacional da Juventude foi comemorado em grande estilo pelos jovens da diocese de Osório.

Num domingo nublado e com bastante vento os jovens foram chegando por volta das 8h da manhã e concentraram na entrada da cidade em Dom Pedro de Alcântara. Depois de calorosa acolhida, seguiram em procissão até o Santuário da Gruta. No caminho, pausa para o teatro e reflexão a partir da Palavra de Deus e do tema do encontro: os jovens na defesa da vida no planeta.

Ao chegar no santuário, Dom Jaime, bispo diocesano (depois de fazer toda a caminhada com os jovens), deu a sua mensagem e presidiu a celebração eucarística. Como gesto concreto cada paróquia recebeu uma árvore para plantar no próprio santuário.

Na parte da tarde várias bandas se apresentaram, agitando e animando ainda mais a juventude, com destaque para o show nacional de Edu e Renan.

sábado, 29 de outubro de 2011

SERVIR É A VOCAÇÃO DO DISCÍPULO DE JESUS

O evangelho deste final de semana (Mt 23,1-12), 31º domingo do tempo comum, fala da responsabilidade que assumem os que se dedicam ao ensino e à coordenação da comunidade.
Jesus afirma a autoridade dos que assumiram a tarefa do ensino. Lembra a todos a fazer e observar o que lhes é ensinado e chama a atenção para a conduta das lideranças, pois o comportamento deles está em contraste com o que ensinam. E isso é sinal de infidelidade à missão assumida.
Ele chama atenção para o numero de observâncias que os líderes exigem do povo. E tais práticas não são de todo desconhecidas para nós. Vemos muitas vezes fiéis que se impõem “pesados fardos” como necessários para chegar a Deus. Esse tipo de conduta mostra uma visão deturpada de Deus. Ele não quer de nós observâncias externas, mas apenas o nosso coração. E é dever nosso, sejamos líderes ou não, ajudar essas pessoas a encontrar o núcleo na fé cristã: seguir Jesus.
Outra questão é à hipocrisia e ostentação das pessoas que, por estarem à frente da comunidade, querem ser tratadas com honra e gostam de ser reconhecidas como “mestres”. Jesus afirma: “um só é vosso mestre”. Dessa forma, destrói toda pretensão de usurparmos o lugar que não é nosso. Podemos nos sentar na “cátedra” para ensinar, mas ela não nos pertence.
Assim Jesus ensina como deve ser o comportamento do verdadeiro discípulo: deixar que Cristo seja o único mestre. E a prova da grandeza do discípulo não está no uso de títulos, mas no serviço humilde ao irmão, pois o mais importante é a fraternidade. Foi isso o que Jesus, o mestre, nos ensinou com sua vida.
A propósito, entendemos o ensinamento do Mestre Jesus de Nazaré?

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A JUVENTUDE E A VIDA DO PLANETA

A pastoral da juventude do Brasil comemora todos os anos no último domingo do mês de outubro o Dia Nacional da Juventude (DNJ). Cada ano tem um tema que conduz a reflexão e a celebração.
Nesse ano o DNJ se une a Campanha da Fraternidade que trouxe o tema é “Fraternidade e a Vida no Planeta”. Com isso, a juventude é convidada a refletir sobre a realidade gritante de descaso e falta de zelo e preservação da vida nos mais variados sentidos. È urgente o cuidado e proteção ao meio ambiente, e a sensibilidade aos clamores do nosso planeta e de todos os seres vivos.
O DNJ é a celebração que vem de um processo de reflexão. Ele celebra as lutas anuais de jovens numa atividade de massa, onde essa juventude busca novas relações pautadas no protagonismo juvenil, na justiça social, na valorização e no respeito a diversidade e na construção de uma cultura de paz..
Em nossa diocese esta data será celebrada no Santuário da Gruta Nossa Senhora de Lourdes em Dom Pedro de Alcântara. Os jovens das 24 paróquias de nossa diocese se encontrarão em Dom Pedro para comemorar o seu dia.
A programação começa às 9h da manhã no pórtico de entrada da cidade, com concentração, caminhada até o santuário e celebração eucarística. Na parte da tarde, várias atrações culturais, teatro, dança e shows musicais com Destra Fiel, Surfistas da Paz e Edu e Renan.
Para a Juventude de todas as idades, o santuário da gruta é um ótimo programa para o domingo. A Rádio Maristela, sempre presente nos principais acontecimentos da nossa região, estará transmitindo ao vivo do santuário.
Vamos para a gruta neste domingo?

sábado, 22 de outubro de 2011

Visita missionária no São Braz

A tarde ensolarada de sábado deixou ainda mais animados os missionários da paróquia São José Operário da Vila São João para as atividades de visitação. Neste sábado, 22 de outubro, por volta das 13h30min os missionários de dirigiram para a comunidade de São Braz. Depois de momeno de oração na capela, o grupo foi dividido em 22 pequenos grupos, e estes passaram a visitar as famílias até as 16h. No retorno muita alegria e emoção nos depoimentos de cada um. Momento de oração e partilha de alimentos no salão paroquial.O próximo evento missionário será o encontrão diocesano dos grupos de famílias no dia 05 de novembro na Vila São João.

domingo, 16 de outubro de 2011

PAGAR OU NÃO PAGAR IMPOSTOS

O Evangelho deste final de semana (Mt 22, 15-21) coloca a centralidade de Deus na vida das pessoas.
Jesus está em Jerusalém, por ocasião da Páscoa dos judeus. As perseguições que já vinha sofrendo na Galiléia, agora se intensificam com várias investidas dos chefes dos sacerdotes, fariseus e dos anciãos, proprietários de terras, e a consumação de seu ministério se aproxima. A estes chefes de Israel juntam-se os partidários de Herodes. Estes eram adeptos da realeza, os aliados mais próximos e servis de Herodes, preposto de César. Dirigem-se a Jesus com um acúmulo de elogios que já deixam transparecer a falsidade. São palavras cheias de malícia. Pretendem remover qualquer inibição ou bloqueio de Jesus afim de que ele fale realmente o que pensa. A pergunta é se devem pagar o imposto a César. Esperavam uma resposta negativa, um ato de insubordinação, o que lhe mereceria a condenação.
Jesus, realmente, diz o que pensa: chama-os de hipócritas e denuncia sua maldade em procurar armar-lhe ciladas e pede que mostrem a moeda do imposto. Este devia ser pago em moeda romana, o denário. As moedas, correntes no comércio, eram os "out-doors" de propaganda do império, cunhadas com imagens e inscrições que exaltavam o imperador.
De maneira pedagógica Jesus pergunta aos seus questionadores sobre de quem é a figura e a inscrição na moeda. Com a confirmação de que é de César Jesus conclui: "Devolvei, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus". À questão sobre o "pagar" Jesus responde com o "devolver".
A sutil resposta de Jesus, tira o caráter divino do imperador: César e Deus são colocados separadamente. Por outro lado, devolve a questão aos seus provocadores. Cabe a eles julgarem o que é de César e o que é de Deus. Sem dúvida poderão perceber que devolver a César o que é de César é erradicar de suas mentes toda ambição de riqueza e a idolatria do dinheiro. Devolver a Deus o que é de Deus é libertar seu povo e promover-lhe a vida, o que é a vontade e o projeto de Deus para toda a humanidade.
A propósito, colocamos Deus como centro e valor maior em nossa vida, ou fazemos dele nosso pronto socorro quando estamos em apuros?