sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

As Tentações

No Evangelho deste final de semana, (Lc 4, 1-13), primeiro domingo da quaresma, Jesus começa a sua missão com uma “Quaresma”, 40 dias de provação e jejum. É só um ensaio e uma amostra. As forças do mal continuam lutando contra ele durante toda a sua vida e missão A “Quaresma” de Jesus se espelha nos 40 anos do êxodo, os 40 anos em que o povo de Deus viveu acampado no deserto, mudando de um lugar para outro em busca da terra prometida. O deserto e as tentações se assemelham. Conforme, Pe. Luiz Gonzaga de Prado na revista Vida Pastoral Jan/fev 2010, podemos, perceber um paralelo entre as tentações dos hebreus acampados no deserto, as tentações de Jesus e as tentações de hoje.
TENTAÇÕES DOS HEBREUS - Fome: Pedem pão, pedem carne, lembram as cebolas do Egito. Idolatria: Ajuntam seus objetos de ouro para fazer um bezerro de ouro e adorá-lo. Moisés cai na tentação e pergunta: “Será que Deus pode fazer brotar água desta pedra?”.
TENTAÇÕES DE JESUS - Fome: “Manda que esta pedra se transforme em pão!”. Poder: “Toda essa riqueza será tua se te prostrares para me adorar!”. Providencialismo: “Joga-te daqui a baixo que Deus mandará seus anjos te carregarem!”.
TENTAÇÕES DE HOJE - Consumismo. Poder, riqueza, aparência: “Em política e em negócios só não vale perder!”. Religião de curas: “Joga fora esses remédios que Jesus vai te curar!”.
Em outras passagens do evangelho percebemos a volta dessas tentações e a reação de Jesus. Quando, diante do entusiasmo da multidão por causa de suas curas, ele se retira para a montanha em oração, indicando que não quer ser simples curandeiro. Quando diz que não tem sequer uma pedra onde reclinar a cabeça, está falando de uma vitória contra a tentação do consumismo e do conforto. Quando, critica os ricos e a riqueza, e a última provação, corajosamente vencida, foi, sem dúvida, a morte de cruz. A propósito, como vencer as tentações e fazer uma boa preparação para a páscoa?

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