terça-feira, 30 de março de 2010

Eu ou Nós?

No dia 19 de novembro do ano passado, nossa igreja matriz da vila São João foi totalmente danificada, com o temporal que ocorreu em nossa região. Nossas celebrações passaram a serem realizadas no salão paroquial, e desde aquela data, nos empenhamos em reconstruir nossa igreja. Foram quatro meses de muitas reuniões, diálogos, conversações e buscas para ver a melhor forma de termos nossa igreja reconstruída.
No final de semana que passou entramos de novo na Igreja, ainda não totalmente arrumada, mas já em boas condições. Para que isso acontecesse tivemos ajuda de inúmeras pessoas. Foi maravilhoso perceber que existem pessoas de coração generoso, que se doam e são capazes de colocar o comunitário na frente do pessoal. Entendem que a igreja não é do padre ou do bispo, pois eles estão de passagem pela comunidade. Aliás, todos nós estamos de passagem. Nossas construções estão para nos servir e nos ajudar a melhor louvar aquele que é autor e principio de tudo.
Ao vivenciarmos mais uma semana santa, estamos tendo oportunidade de refletir sobre nossa vida, nossos valores e alicerces. Ao vivenciarmos a paixão, morte e ressurreição de Jesus, podemos nos deixar questionar. O que é mais importante em minha vida? No que gasto minhas energias? Vivo em função do “eu” ou do “nós”?
Muita gente de nossa comunidade da vila São João deu essa resposta comunitária. Sei que em muitas comunidades tem pessoas também respondendo positivamente a estas interrogações. Todavia, o questionamento está aí e pode nos inspirar para renascer, revigorar, ressuscitar para algo novo e melhor nesta passagem da morte para a vida que celebraremos neste final de semana.
A todos que acreditam na vida, que colocam sua vida no projeto comunitário, que priorizam o “nós” em detrimento do “eu”, uma feliz, santa e abençoada Páscoa, e o desejo de que Jesus Ressuscitado seja presença viva na sua vida, e por conseqüência na vida de cada um de NÓS.
FELIZ PÁSCOA!!!

sábado, 27 de março de 2010

Amor e fidelidade até o fim

Neste final semana, com o domingo de ramos, entramos na semana santa. O segundo evangelho que a liturgia nos propõe (Lc 22,14-23,56),traz os últimos momentos de Jesus aqui na terra, na ceia com os discípulos, sua paixão e morte. A Paixão de Jesus tem sua antecipação profética no relato da Ceia. Ao dizer “desejei ardentemente”, Jesus quis dar um significado à sua morte iminente. Ela é promessa de restauração da humanidade decaída. Nessa promessa, ele associa os discípulos a um gesto retomado do banquete judaico, inserindo os seus no mesmo destino: o destino de alguém que enfrenta a morte na firme esperança de antecipar a realeza de Deus no mundo e na história.
ORAÇÃO E DESESPERO - Após a ceia, Jesus vai ao monte das Oliveiras e, como de costume, ora ao Pai, princípio e fonte de seu ministério. Ao vislumbrar o destino que o aguarda, Jesus recorre ao Pai. No desespero, pede o afastamento do sofrimento. Mas mantém-se fiel à vontade de Deus. Não uma vontade desejosa da morte de seu Filho, mas a que revela o amor total e fiel de Jesus àquele de quem tudo recebe. Em nome desse amor, Jesus permanece firme até o fim. E, movido por esse amor, enfrenta os que o capturam. É com esse amor e fidelidade filial que Jesus enfrenta a traição de Judas, a negação de P
edro, a dor e a humilhação infligida a ele por aqueles a quem fora enviado: seu povo.
MORTO PELO PODER POLÍTICO E RELIGIOSO - No Sinédrio, Jesus é rejeitado de forma definitiva pelos líderes do seu povo. Após ser rejeitado pela liderança religiosa, Jesus é submetido ao poder político, que, apesar de estar ciente de sua inocência, o condena. É crucificado entre malfeitores. A inocência de Jesus é reconhecida por um dos criminosos ao seu lado. E este proclama sua total confiança em Jesus. A resposta do Filho de Deus é uma afirmação solene da salvação já hoje. “Ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Após sua morte, a ação de Deus é reconhecida pelo centurião, ao proclamar que Jesus era um homem justo. Mas a morte não é o fim e nos lança para o que acontecerá no amanhecer do primeiro dia da semana. A propósito, como vamos fazer a passagem da morte para a vida, nesta semana santa?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Quando os olhos brilham

No final de semana que passou, tive oportunidade de retornar a última paróquia que trabalhei, antes de vir para a Vila São João, falo da paróquia São Cristóvão, do Caraá. Este é um município jovem que se desmembrou de Santo Antônio da Patrulha em 1997, e tem uma população aproximada de oito mil habitantes. A paróquia tem 25 locais de celebrações, sendo na maioria igrejas, mas tendo também salões e casas de família. Um povo simples e profundamente acolhedor.
Tive oportunidade de celebrar em sete comunidades, no sábado e no domingo, 20 e 21 de março. Uma das comunidades que estive foi a comunidade Nossa Senhora Aparecida, do Morro do Dias, uma das mais pequenas da paróquia. Esta estava profundamente eufórica e entusiasmada. Cheguei um pouco antes, por volta das 14h30min (a missa era às 15h) e estavam todos reunidos, numa assembleia da comunidade. Confesso que fiquei comovido com a euforia e motivação que estavam, pois tinham ganhado uma pequena área de terra e agora poderiam construir uma capela. Mas o entusiasmo não parava por aí. E é nisso que senti maior empolgação. Conseguiram também uma pequena capelinha de Nossa Senhora Aparecida (padroeira da comunidade) que naquela missa seria abençoada pelo padre e assim passaria a visitar as famílias.

Sentei num pequeno banco de madeira e fique ouvindo os debates sobre a organização das visitas da capelinha, e os projetos de como construir a capela. Sabe quando a gente sente aquele brilho nos olhos das pessoas? Esse brilho era visível no rosto dos homens, das mulheres, dos jovens e crianças. “Essa santinha vai visitar nossas casas”. “Essa santinha é nossa”. Estas foram algumas das exclamações.
Enquanto falavam, minha mente viajava pelas preocupações tantas que afetam nossas vidas. Nossas grandes estruturas, nosso tempo gasto com coisas e não com pessoas. Como somos egoístas e temos dificuldades de pensar e agir em favor do bem comum? Como é bonito ver o brilho nos olhos das pessoas pela fé e devoção a Deus.
Foi muito bom voltar ao Caraá. Foi maravilhoso perceber novamente nas mãos calejadas daquele povo humilde, tanta religiosidade e esperança. Sei que isso tudo encontramos em cada comunidade de nossa diocese, na Vila São João, em Torres, Mampituba ou outra qualquer, mas aquele gesto de fé e amor que vivenciei na pequena comunidade do Morro dos Dias, confirmou mais uma vez o louvor e entusiasmo de Jesus, quando disse: “Eu te louvo Pai, pois escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e revelaste aos pequeninos” (Lc 10,21).

quinta-feira, 25 de março de 2010

Imagem de São José segue para o Jacaré

No próximo domingo dia 28, segue a programação da festa de nosso padroeiro São José Operário. A procissão motorizada sai da comunidade Divino Espírito Santo do Campo Bonito às 10h e segue em procissão motorizada até a comunidade Nossa Senhora Aparecida do Jacaré, onde teremos missa, com transmissão ao vivo da Rádio Maristela, e almoço no salão da comunidade. Esta será a quarta novena em preparação a festa que acontecerá no dia 24 e 25 de abril.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Gripe H1N1 e Audiometria

O "Revista Maristela" de número 849, recebeu em seu primeiro quadro de entrevistas as enfermeiras Catarina Vieira e Gledis de Oliveira que falaram sobre a gripe H1N1. O objetivo da campanha é vacinar, inicialmente, os grupos que apresentam maior risco de desenvolver a doença. Em Torres, a população que deverá receber a vacina, está estimada em 15.740 pessoas, sendo que a meta é atingir 80% desse público-alvo. Os lotes das vacinas foram distribuídos para todas as unidades básicas de saúde do município. A segunda etapa será realizada no período de 22 de março a 02 de abril, direcionada às gestantes, crianças menores de dois anos e portadores de doenças crônicas, que tenham menos de 60 anos de idade. A terceira acontecerá de 05 a 23 de abril, para a faixa etária de 20 a 29 anos. A quarta fase da campanha será de 24 de abril a 07 de maio, para a população a partir dos 60 anos. A última etapa será de 10 a 21 de maio, para as pessoas de 30 a 39 anos. Nossa segunda pauta veio com a fonoaudióloga, Paula Reck Rodrigues que falou sobre audiometria. Paula explicou que audiometria é um exame que avalia a audição. É realizado por um fonoaudiólogo ou otorrinolaringologista. O paciente, no interior de uma cabine, é testado para sua audição. O resultado é expresso em um audiograma, que é um gráfico que revela as capacidades auditivas do paciente. Ela alertou, principalmente os jovens, sobre o uso de fones de ouvido e altos volumes de som.
Você concorda com o calendário de vacinação contra a gripe H1N1?
E cuida dos seus ouvidos?
Deixe aqui seu recado.

terça-feira, 23 de março de 2010

Intoxicação Alimentar e Roteiros Turísticos

O "Revista Maristela" de número 848, recebeu a visita da nutricionista Cristiane Ramos falando sobre intoxicação alimentar. Ela falou da importância do cuidado no preparo e na conservação dos alimentos para evitar problemas. Nossa segunda pauta abordou roteiros de viagens e pacotes promocionais. Conversamos com Gisele Carneiro que mostrou a importância de buscar uma agencia de viagens para evitar possiveis trasntornos e melhores opções de preços e serviços.
Você toma cuidado com a sua alimentação?
E que tal uma viagem?

sábado, 20 de março de 2010

Praticar a misericórdia é fazer a vontade de Deus

No Evangelho deste final de semana, (Jo 8,1-11) quinto domingo da quaresma, temos o relato da mulher adúltera. Os fariseus querem uma prova concreta para incriminar e prender Jesus. Enquanto ele ensinava no templo, trouxeram-lhe uma mulher surpreendida em adultério e, recorrendo à Lei de Moisés, queriam saber que sentenças deveriam dar. Naquele tempo, o adultério não era considerado somente a relação sexual. A mulher poderia apenas ter se insinuado para um homem e isso já a identificava como adúltera. Desse modo, uma pessoa pode adulterar sozinha, sendo homem ou mulher (Jesus aplica também essa lei para o homem). Assim os fariseus colocam Jesus à prova, pois, de um lado, não poderia ficar contra a Lei, o que seria um pretexto para acusá-lo de blasfêmia, e, de outro, era de conhecimento público sua misericórdia para com os pecadores.
A RESPOSTA DE JESUS – Num primeiro momento, Jesus não responde, parece ignorá-los. Sabe que a preocupação dos fariseus, não é saber a vontade de Deus, mas ter algo concreto para incriminar a mu
lher. Quando insistem, ele responde de forma inesperada, modificando o enfoque da questão e os envolvendo no assunto: “Quem dentre vós não tiver pecado atire a primeira pedra”. Nessa reviravolta, Jesus não recusa o juízo de Deus, mas deseja que os fariseus o apliquem primeiramente a si mesmos. E, como o conceito de adultério era muito mais amplo naquela época que nos dias atuais, eles já não têm como continuar com a acusação sobre a mulher, visto que também são culpados, ainda que não tenham sido surpreendidos anteriormente. Começaram então a ir embora, começando pelos mais velhos – os mais prudentes. Quando Jesus vê está a sós com a mulher e lhe dirige a palavra, perguntando se alguém a condenou. Diante da resposta dela, ele afirma que também não a condena. A mulher é despedida de forma imperativa por Jesus, que lhe ordena que não peque mais.
REVELAÇÃO DA MISERICÓRDIA DE DEUS – Podemos perceber com clareza, que Jesus se revela como o enviado do alto que mostra o juízo e o rosto misericordioso de Deus. A justiça dos humanos é, principalmente, condenatória, diferente do julgamento de Deus. A justiça de Deus é feita de perdão e de orientação para a mudança de vida. No relato da mulher adúltera, Jesus mostra a misericórdia de Deus e a fé da mulher que confiou no seu juízo e por isso saiu justificada. A propósito, percebemos o olhar misericordioso de Deus? E como olhamos para nossos semelhantes?

sexta-feira, 19 de março de 2010

Tecnologia... Pessoas

Ouvindo o relato dos nossos missionários que foram para Moçambique e as fortes imagens de fome do Haiti, percebemos a maravilha de país que vivemos e as tantas coisas boas que temos e na maioria das vezes não nos damos conta. Temos dificuldade, temos pobreza, temos fome, mas temos muitas coisas boas. Os avanços dos últimos anos proporcionaram melhorias e transformações. Que tal pensarmos o mundo a 30 anos atrás? Quantas novidades têm que facilitaram nossas vidas? Para termos uma idéia, em 1980 alguém tinha celular? E a maravilha do computador e da internet?
Pois é meus amigos, temos tantas coisas que vieram para facilitar nossa vida e ao mesmo tempo parece que temos ainda mais hoje do que em outras épocas pessoas frustradas, infelizes, buscando sentido e motivação para suas vidas. A depressão cresce assustadoramente e dizem muitos estudiosos que é a doença do milênio. Como podemos entender isso? Se lembrarmos do relato da Camila, (missionária de nossa diocese em Moçambique, coluna publicada neste espaço na semana passada) falando da alegria dos jovens que receberam canetas e cadernos, podemos nos dar conta que a felicidade não está nas grandes coisas, bens, propriedades e comodidades. É urgente nos darmos conta que somos criaturas e que temos um criador, maior que tudo e todos, que aqui estamos de passagem, que nascemos sem nada (até mesmo sem roupas) e partimos daqui do mesmo modo. Se nos déssemos conta disso, talvez não brigaríamos tanto por coisas e nos preocuparíamos mais com as pessoas.
Que bom que o ser humano chegou a tantas invenções que facilitaram a vida e vem facilitando cada vez mais. Vamos fazer uso delas e aproveitarmos para termos mais comodidades. No entanto, nenhuma delas, vai nos dar plena realização e felicidade, pois nossa alegria não está em coisas, mas está em relações construídas com pessoas, e com o reconhecimento que em nossa natureza humana temos uma dimensão espiritual, que nos impulsiona para uma comunicação com o criador.
O abraço, o aperto de mão, as palavras de amor, de amizade e de carinho nunca serão substituídas. O tempo que você “perde” para conversar, ouvir, ajudar, rezar, dinheiro algum vai pagar e tecnologia alguma vai substituir. Que tal priorizarmos as pessoas e darmos menos valor as coisas?

quinta-feira, 18 de março de 2010

Padroeiro da Paróquia no Campo Bonito


Neste domingo dia 21, segue a programação da festa de nosso padroeiro São José Operário. Depois de uma linda festa no final de semana passado, na comunidade de São Braz, agora a procissão motorizada sai da comunidade de São Braz, no próximo domingo às 10h30min, até a Comunidade Divino Espírito Santo do Campo Bonito, onde teremos missa e almoço no salão da comunidade. Esta será a terceira novena em preparação a festa que acontecerá no dia 24 e 25 de abril. Veja algumas fotos, gentilmente cedidas por Osvaldo Munari Raupp, na calorosa acolhida na comunidade de São Braz.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Osteopatia

Estudos de especialistas em fisioterapia afirmam que quatro em cada cinco brasileiros têm ou ainda terão uma dor digna de atenção na coluna ou outras articulações, problema que já é a principal causa de afastamento temporário do trabalho no país. As articulações saem do lugar e se viciam na posição errada, provocando a dor. É aí que entra a osteopatia, que tem a função de colocar a estrutura do corpo no lugar, com um trabalho de reeducação corporal. Assim, a osteopatia ajuda a curar a dor. Esse foi um dos temas do "Revista Maristela" de número 844, que contou com a visita da fisioterapeuta Rita de Cássia Yegger. Recebemos em nossos estúdios também a vista do Sr. Claudio, gerente da loja quero quero de Torres.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Direitos Humanos e Administração de Torres

O "Revista Maristela" de número 842, primeiro desta semana, recebeu a visita do economista Paulo Timm, conversando sobre os direitos humanos e o site http://www.torres-rs.tv/ , criado e alimentado diariamente, principalmente com notícias na áreas do direito, meio ambiente, economia. Paulo foi professor da Universidade de Brasilia e professor do IPEA de Brasilia por mais de 35 anos e desde 2009 reside em Torres. Ele falou também sobre o sistema prisional brasileiro que não recupera o detento, muito ao contrário, torna-se na maioria das vezes, uma escola de corrupção. Nossa segunda pauta veio com o prefeito municipal de Torres, João Alberto Machado Cardoso, falando das obras realizadas e das dificuldades encontradas. Ele ressaltou a importância de buscar recursos no governo estadual e federal com bons projetos, trazendo assim melhorias para nossa cidade.
Você concorda com o sistema prisional brasileiro?
E nossa cidade, como está?

sábado, 13 de março de 2010

O Pai Bondoso e Misericordioso

No Evangelho deste final de semana, (Lc 15,1-3.11-32), quarto domingo da quaresma, temos o conhecido relato do pai bondoso e misericordioso que recebe o filho de volta. Os vv. 1-3, que são introdutórios, apresentam o contexto e a motivação das parábolas. Os cobradores de impostos e os pecadores se aproximam de Jesus para ouvi-lo, enquanto os fariseus e os escribas criticam a atitude de Jesus, que toma refeição com os pecadores. Ao partilhar a refeição com os pecadores, Jesus põe em jogo sua reputação de homem de Deus. Mas as parábolas que ele vai contar mostram a ação do Pai que se reflete na atuação de Jesus. O texto se divide em duas cenas: o filho mais jovem (15,11-24) e o filho mais velho (15,25-32). Estas , unidas pela ação do pai, o personagem de todo o relato. “Este meu filho estava morto e tornou a viver, estava perdido e foi encontrado” (15,24).
O FILHO MAIS NOVO - Os vv. 11-16 narram a situação do filho mais novo. Sua emancipação e o desperdício de sua herança. Ele rompe com o pai; vai para uma terra longínqua, coloca fora os bens e, chega a uma situação desumana. Recorda da bondade do pai, que não maltratava seus empregados e retorna em busca de pão. O pai, ao avistá-lo, corre ao seu encontro, movido de compaixão, envolve-o num abraço e cobre-o de beijos, demonstrando todo seu amor. Ordena aos empregados que tragam roupa nova, joia e sandália, para que o filho seja restituído em sua dignidade filial. Por fim, exige que se celebre o retorno à vida. É a alegria pelo pecador que foi convertido, pelo perdido que foi encontrado. Assim se justifica a atitude de Jesus em partilhar a refeição com os pecadores.
O FILHO MAIS VELHO - Nos vv. 25-32 entra em cena o filho mais velho. Este se ressente porque o pai acolheu o filho mais novo sem reservas. O ressentimento o leva a manter-se fora, a não comungar com a atitude paterna, e por isso até critica o pai. Este sai ao encontro desse filho também e suplica-lhe que entre, pois é necessário alegrar-se e festejar o retorno do filho mais jovem. Contudo, o filho mais velho está enciumado porque não mantém com o pai uma relação afetiva, mas, sim, serviçal. A narrativa termina com um convite para celebrar o retorno do pecador arrependido. Jesus mostra que o Pai sai à busca dos perdidos e festeja porque são resgatados. A propósito, saímos em busca e nos alegramos com aqueles que voltam para o nosso convívio?

sexta-feira, 12 de março de 2010

Festa de São Braz

Neste final de semana, a comunidade de São Braz faz a festa em honra a seu padroeiro. Na programação, temos no sábado às 20h a missa de novena, seguida de jantar com galinha e roscas no salão da comunidade. No domingo, a missa festiva acontece as 10h30min, com a chegada da imagem do padroeiro da paróquia, São José Operário que está fazendo a visita por ocasião da festa na paróquia. Logo após, missa, procissão, almoço e muitas festividades. Com certeza é um bom programa para o final de semana.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Missionários em Moçambique

Há poucos dias foram enviados em nome da igreja do Rio Grande do Sul, quatro missionários, para Moçambique, na África. Dois deles, o casal Edemilson (Edê) e Camila, são de nossa diocese. A Camila enviou um email falando das primeiras impressões do local. Com certeza é uma lição para todos nós.

Minha experiência aqui tem sido muito diferente de tudo que já havia vivido. Ontem tive o primeiro contato mais próximo com o povo daqui e uma frase conhecida, por ser de uma música, ficou em minha mente:
“Jesus Cristo me deixou inquieto com as palavras que ele proferiu, nunca mais eu pude olhar o mundo sem sentir aquilo que Jesus sentiu.”
Não sei se é bem assim a letra, mas a idéia central é essa. Fomos conhecer os meninos que vivem num lar para vocacionados. Foi uma visita simples, com o objetivo de conhecermos os meninos, ouvir suas expectativas e necessidades, a fim de desenvolvermos um possível trabalho na casa, mas a profundidade da falas é indescritível. Algo sentido, que durante muitos momentos segurei a emoção e não sei se palavras darão conta de expressar. Respondiam nossas perguntas com uma certa timidez e nos contavam de sua vida simples: da dificuldade de estudar num país onde o sistema de ensino, de modo geral, é corrupto (assim como os demais sistemas do governo). O professor cobra de cada aluno uma certa quantia de 5 a 15 meticais (moeda local) para que possa fazer as provas. Alguns professores cobram para que o aluno passe de ano; o valor cobrado vai de uma galinha até uma noite com uma aluna. Se não paga “chumba”, termo usado para quem repete de ano. Cada turma tem cerca de 90 a 115 alunos em sala, todos sentados no chão, sem classe ou cadeira.
Nos pediram uma bola de futebol, uma latrina, quitandas (camas feita de madeira e cordas de palhas), cadernos e canetas para escola, já que estavam desde janeiro sem esse material, tudo tão simples. Distribuímos pastas que a Tati e o Pe. Maurício ganharam no Mutirão de Comunicação América Latina e Caribe contendo: caneta, cadernos, um boné, um caderno de desenho e uma camiseta. Vocês conhecem a alegria de uma criança que recebeu tudo que mais queria, eu nunca tinha visto. Aí no Brasil, as crianças e adolescentes que conheço, por mais pobres que sejam jamais se alegrariam com tão pouco. Foi uma alegria tão sincera que eram incapazes de controlar o riso.
Mais tarde, longe deles, Edê e eu choramos. Estávamos tocados pela experiência vivida, emocionados, envergonhados pelas queixas que fazemos e pela vida que vivemos até o momento.

terça-feira, 9 de março de 2010

Dom Pedro de Alcântara e Conquistas da Mulher

O "Revista Maristela" de número 838, recebeu em seu primeiro quadro de entrevistas o prefeito em exercício de Dom Pedro de Alcântara, Celírio Schwanck, falando sobre as conquistas do município em 2009 e as perspectivas para 2010. Celíro fica a frente do município até o dia 30 de março, quando o prefeito Telmo retorna de suas férias. Nossa segunda pauta veio com a vereadora Maria de Lourdes Fippian, falando sobre as conquistas da mulher na sociedade ao longo dos 100 anos do dia internacional da mulher.
Que tal a administração de Dom Pedro?
E as conquistas da mulher?
Deixe aqui seu recado.

sábado, 6 de março de 2010

Convite à conversão

No Evangelho deste final de semana, (Lc 13,1-9), terceiro domingo da quaresma, temos o convite de Jesus para a conversão. Seu ensinamento é motivado por dois acontecimentos contemporâneos ao seu ministério: o assassinato dos galileus por Pilatos e a queda de uma torre em Jerusalém. Esse texto insere-se numa série de discursos sobre a necessidade de reconhecer os sinais dos tempos. Os sinais são um convite à conversão, pois a missão histórica de Jesus marca o fim da espera e inaugura o tempo da decisão a favor ou contra o enviado de Deus. Estas duas desgraças públicas daquela época são citadas por Jesus com o intuito de corrigir ideias erradas sobre a ação de Deus. Ele mostra a necessidade de uma transformação interior e real, fazendo apelo para não se sentirem justos diante de Deus nem considerarem as vítimas de desastres como pecadores castigados. A admoestação de Jesus visa modificar a mentalidade da época, assegurando que todos são pecadores e, portanto, todos são convidados à conversão. Converter-se significa acolher a presença salvadora de Deus oferecida em Jesus. Rejeitá-la seria algo pior que um desastre. Hoje, muitos cristãos ainda pensam que o Pai exigiu a morte do Filho como pagamento pelos pecados da humanidade. Contudo, na ressurreição de Jesus, o Pai mostra que está do lado das vítimas e que o fato de sofrer violência ou desastres não significa ser castigado pelos pecados. O texto prossegue com a parábola da figueira, que vem confirmar esse chamamento à conversão. Apesar da não produtividade da figueira, ainda há uma última tentativa: esperar mais um ano. Assim entendemos a grandiosidade do amor e da misericórdia de Deus para conosco, nos dando sempre tempo e oportunidade de mudança, de conversão. A propósito, que mudança, que transformação, que realidade melhor queremos construir neste de quaresma?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Vai começar a festa de São José Operário

Neste sábado, dia 06 a paróquia São José Operário da Vila São João, começa mais uma festa em louvor ao seu padroeiro. Como já vem acontecendo nos últimos anos, a imagem do padroeiro visita as comunidades que fazem parte da paróquia. A saída da procissão motorizada da matriz está marcada para as 19h30min em direção a comunidade Nossa Senhora Aparecida da Salinas, onde acontece missa e jantar no salão comunitário. Uma das novidades deste ano é o casamento comunitário que acontecerá na sexta, dia 23 de abril, semana da festa. As inscrições para o casamento devem ser feita até o dia 20 de março. Maiores informações na secretaria paroquial ou pelo fone 36052592.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Direitos Humanos e Exame Preventivo para mulheres

O "Revista Maristela" de número 835, terceiro desta semana recebeu a visita do economista Paulo Timm, conversando sobre os direitos humanos e o site http://www.torres-rs.tv/ , criado e alimentado diariamente, principalmente com notícias na áreas do direito, meio ambiente, economia. Paulo foi professor da Universidade de Brasilia e professor do IPEA de Brasilia por mais de 35 e desde 2009 reside em Torres, onde considera "sua casa". Nossa segunda pauta, veio com a enfermeira Mariane Melo, falando sobre a importância do exame preventivo para mulheres, para combates o câncer do colo do ùtero. Mariane disse que na próxima semana em função do dia internacional da mulher os postos de saúde estarão dando atenção especal a estes exames incentivando as mulheres a realizarem.
Você ja visitou o site http://www.torres-rs.tv/?
E os exames preventivos, o que dizer?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Começou o ano

- Acorda Marquinho, vamos...
- Ahhhh mãe, é cedo.
- Ta na hora, meu filho, vai perder o transporte escolar.
- Escola? Já? Porque as férias são tão curtas. Deveria ter menos aula e mais férias.
- Vamos lá. Hoje recomeçam as aulas e é preciso estudar para ser alguém na vida.
- Tudo bem. Sei que é preciso estudar. Mas as férias poderiam ser maiores. Vou para escola sim, mamãe.

È meus amigos, de fato o ano começou. Com a vinda do mês de março, muitas coisas que ficaram lá em dezembro aos poucos vão sendo retomadas. É bom poder sair da rotina de vez em quando, mas é maravilhoso também voltar e poder retomar, e quem sabe até fazer diferente algumas coisas.
As férias são a oportunidade de sair um pouco daquilo que fazemos todos os dias. Na escola quando chega o final de dezembro é um alívio. Depois de um ano, onde todo o dia se saí de casa, e em casa ainda tem as tarefas que os professores deixam. Poder ficar ao menos dois meses sem estes compromissos é maravilhoso. Todavia, ambas as realidades são importantes e fazem p
arte de nossas vidas. Como vivemos em uma realidade litorânea, aonde muitos chegam aqui para passar dias de férias, precisamos nos dar conta que a vida das pessoas que aqui chegam não é sempre assim. Ao contrario, aqui é o diferente, a exceção, o momento de fazer algo fora da normalidade do dia a dia. Se as crianças e jovens, não entenderem isso, podem pensar e querer fazer de suas vidas uma realidade de “férias” permanente.
Assim, meu amigo Marquinho, Pedro, Maria, Priscila, o ano começou! Ele é nosso, todinho nosso. Escreveremos nele aquilo que nós quisermos. Está em nossas mãos, a possibilidade de gastarmos cada segundo da melhor forma possível, nos realizando e realizando as pessoas que fazem parte de nossas vidas. Que tal “acordarmos”, e cheios de alegria e disposição escrevermos um maravilhoso 2010?