quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Valeu 2010! Bem Vindo 2011!

Sempre que chegamos ao final de um trabalho olhamos para traz e avaliamos o que foi bom, o que fizemos e o que poderíamos ter feito melhor. No final de um ano estas indagações também podem ser realizadas.
O que fizemos neste ano de 2010? Que erros cometemos? O que poderíamos ter feito melhor? O que temos para agradecer? São algumas interrogações, e muitas outras poderiam ser feitas também. As respostas, só poderão ser dadas por cada um de nós.
Como vamos escrever as 365 páginas do ano de 2011? O que queremos priorizar? Em que vamos gastar nossas energias? Também são perguntas que querem nossas respostas e a partir de nossas escolhas daremos os rumos para nossa vida.
Que saibamos viver cada instante deste novo ano, com tamanha intensidade, como se fosse o primeiro e o último instante de nossas vidas, valorizando as pessoas e expressando todo nosso amor e carinho para com aqueles que fazem parte de nossas vidas. Amar e expressar este amor, é o que de mais precioso podemos fazer. E quanto mais fizermos e expressarmos, mais felizes e realizados iremos ser.
Se tivesse que dizer ao mundo o que mais desejo, sonho e quero para a humanidade, resumiria tudo numa única frase: Ame e demonstre esse amor, todos os dias, em todos os lugares, em todos os momentos, a todas as pessoas que você encontrar. E seja feliz!
Feliz ano novo!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Bem vindos veranistas

Com a chegada de mais um final de ano e com a estação do verão, uma multidão de pessoas, dos mais diversos lugares chegam a nossas praias. È com alegria que acolhemos a todos, e desejamos que tenham maravilhosos dias, enquanto por aqui poderem ficar. Lembro deste refrão que muitas vezes cantemos em nossas missas e celebrações. “Bem vindo irmão, bem vinda irmã, você completa nossa alegria, sinta-se bem, seja feliz em nossa companhia”.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Natal é tempo

Natal é tempo...
de dar um toque na vida com as cores da esperança, da fé, da paz e do amor. Também é tempo de preparar, em nosso coração e em nosso lar, um espaço para acolher as sublimes lições da Sagrada Família de Nazaré e aceitar as inevitáveis surpresas da vida.
Natal é tempo...
de mais uma vez ouvir, acolher e repetir a mensagem alegre dos Anjos de Deus. É tempo de acalentar sonhos de harmonia e paz e, olhando para os “anjos aqui na Terra”, dar a nossa contribuição, para tornar este nosso espaço um pouco mais parecido com o Céu.
Natal é tempo...
de contemplar o Menino Jesus e Sua Mãe e envolvermo-nos em silêncio orante. É tempo de agradecer as manifestações de Deus e deixarmo-nos extasiar por esse Divino Amor que, na fragilidade de uma Criança, nos braços de Maria, veio iluminar nossa fé.
Natal é tempo...
de pensar no irmão próximo e distante e de colaborar para o renascer do amor. É tempo de, amorosamente, recompor a vida, perdoar e abraçar, com a ternura e a misericórdia do Coração de Deus, os registros de nossa infância e dos anos que já vivemos.
Na jubilosa esperança do Natal de Jesus Cristo, estejamos atentos para perceber e realizar o bem que estiver ao nosso alcance e sermos um compreensível eco da mensagem de paz, daquela noite em que, gerado por obra do Espírito Santo, de Maria, nasceu o Salvador.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Deus age na história da humanidade

No Evangelho deste final de semana, (4º domingo do Advento, Mt 1,18-24), percebemos a ação de Deus na história dos homens.
Mateus começa seu evangelho mostrando a origem de Jesus. Ele é descendente de Abraão e de Davi. A história é nova pelo modo como acontece e pela personagem central, que lhe imprime um caráter único. O novo aparece no modo como Jesus nasceu: “Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e antes de viverem juntos ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo”. Entre os judeus, o casamento consistia de duas etapas: Primeiro o contrato e depois o viver sob o mesmo teto. Entre Maria e José vigorava a primeira etapa, ou seja, o contrato, que possuía caráter de casamento: os dois estão comprometidos. No entanto, Maria ficou grávida por ação do Espírito Santo. “José, seu marido, era justo. Não queria denunciar Maria e pensava deixá-la, sem
ninguém saber”. Mas Deus tem seus caminhos e age na historia humana e José compreende sua missão.
O nome que Jesus recebe não foi escolhido por José e Maria, e sim por Deus, o Pai de Jesus Cristo. Jesus é a síntese do programa de Deus para levar a história à sua plenitude. Seu nome significa: Deus salva. “Ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. Mateus tem a preocupação de mostrar que, em Jesus, se cumprem as profecias: “Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: ‘Vejam: a virgem conceberá e dará à luz um filho. E será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco’”. Emanuel não é propriamente o nome de Jesus, e sim o significado de sua presença no meio das pessoas: doravante Deus caminha com seu povo na pessoa de Jesus. A propósito, somos capazes de perceber a ação de Deus em nossa história?

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A estrela verde

Estamos nos aproximando de mais um natal e com ele são renovados os sentimentos de paz, amor, alegria e esperança. A “Estrela Verde” resume muito bem este tempo que estamos vivendo.
Era uma vez em que havia milhões de estrelas no céu. Estrelas de todas as cores: brancas, lilases, prateadas, douradas, vermelhas, azuis...
Um dia, elas procuraram o Senhor, o Deus do Universo, e disseram-lhe: Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra com os homens. Assim será feito, disse-lhes Deus, conservarei vocês t
odas pequeninas como são vistas e podem descer à Terra.
Conta-se que naquela noite houve uma linda chuva de estrelas. Umas desceram nas torres das igrejas, outras foram voar e brincar com os vaga-lumes no campo, outras se misturaram nos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada. Porém, passando algum tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar ao céu, deixando a Terra escura e triste.
Por que voltaram? Perguntou Deus. Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra. Lá existe muita miséria, muita desgraça, fome, violência, guerra maldade, doença. O Senhor lhes disse: Claro, o lugar de vocês é aqui no céu, a Terra é o lugar do transitório, daquilo que passa, do imperfeito, daquele que caiu, daquele que erra, daquele que morre. Aqui no céu é o lugar da perfeição, o lugar onde tudo é bom, onde tudo é eterno.
Depois que chegaram as estrelas, Deus falou de novo: Mas está faltando uma estrela! Será que se perdeu no caminho? Um anjo que estava perto retrucou: Não, Senhor! A estrela resolveu ficar entre os homens, ela descobriu que seu lugar é exatamente onde está a imperfeição, onde há limites, onde as coisas não vão bem. Mas que estrela é essa, perguntou Deus? Por coincidência, Senhor, era a única estrela desta cor. E qual era a cor desta estrela, insistiu Deus. É verde, Senhor! A estrela verde do sentimento da esperança.
E, quando olharam para a Terra, a estrela verde já não estava mais sozinha. A Terra estava novamente iluminada, porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa, porque o único sentimento que o ser humano tem e Deus não têm é a Esperança. Deus já conhece o futuro, e a esperança é própria da natureza humana, própria daquele que cai, daquele que erra, daquele que não é perfeito, daquele que ainda não sabe qual é o seu futuro.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Coral infantil da Vila São João

Que bonito e gratificante ver nossas crianças da vila São João cantando tão bem nas apresentações natalinas. Um projeto que começou no inicio deste ano e já está produzindo ótimos frutos. Nosso agradecimento ao professor Rogério, aos coordenadores do grupo, pais e crianças por tão lindo trabalho. Que Deus abençoe a todos e que possamos seguir com esta nobre missão no ano novo que se aproxima.

domingo, 12 de dezembro de 2010

João Batista prepara a vinda de Jesus

No Evangelho deste final de semana, (Mt 11, 2-11) terceiro domingo do advento, temos João Batista anunciando e preparando a vinda do Messias.
As dúvidas acerca de quem é Jesus tomam conta também de João Batista. O precursor apresentara Jesus como um juiz severo que traria o julgamento. Ouvindo falar das suas ações, manda alguns discípulos perguntarem a Jesus se é ele o que há de vir ou se é necessário esperar outro. Jesus não responde à pergunta. Ao contrário, faz um apelo ao discernimento com base no que é possível ouvir e ver, ou seja, com base em seu compromisso com os que a sociedade e a religião marginalizaram.
A presença do reino no meio das pessoas é questão de discernimento. Só quem “ouve” e “vê” as obras de Jesus será capaz de perceber que ele é o Messias. Pela interpretação das obras é que se chega à descoberta de quem é Jesus e constata-se que não é preciso esperar outra pessoa, porque nele o reino já está presente, privilegiando aqueles que a sociedade colocara à margem da vida. De fato, cegos, paralíticos, leprosos, surdos, mortos e pobres são preocupação constante de Jesus. E quem é João Batista? É aquele que prepara as pessoas para o encontro definitivo com o reino de Deus, inaugurado por Jesus. Por isso é que ocupa lugar de destaque entre os profetas. Contudo, “o menor no reino do céu é maior do que ele”. Quem é o “menor” no reino? Provavelmente o próprio Jesus, que se pôs a serviço dele, entregando a vida para que o mundo novo pudesse acontecer. Ou, talvez, o menor são os que a sociedade excluiu. A propósito, como esta nossa preparação para acolher este Deus menino que vem a nós?

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Campanha nacional da evangelização



A Igreja do Brasil, desde 1999, vem realizando todos os anos no tempo do advento a Campanha da Evangelização. Neste ano, a Campanha tem como tema "Em Cristo somos novas criatras", e a coleta acontece em todo o Brasil, a nas celebrações eucarísticas e comunitárias dos dias 11 e 12 de dezembro, terceiro domingo do Advento, ou em qualquer outra data a ser marcada pelas comunidades. Todos somos convidados para neste final de semana fazermos nossa doação em favor da causa do evangelho.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O mundo precisa parar

Esta semana uma pessoa veio falar comigo e me deixou pensativo. Creio que a maioria dos leitores sabe que tenho um programa na rádio Maristela de segunda a sexta feira das 9h30 às 12h, chamado Revista Maristela.
Pois bem, uma pessoa me encontrou na rua e me parou. Padre, padre... Apesar de estar com pressa, (esse é o grande mal da humanidade, e meu também) tive que parar para saber o que ela queria. Foi então que ela me disse que me ouve todos os dias, que adora a programação da rádio Maristela e os locutores que lá trabalham. Até ali, tudo bem. Graças a Deus, e ao trabalho maravilhoso de nossa equipe, estamos ouvindo isso muitas e muitas vezes, todos os dias.
Mas ela disse algo mais e foi isso que me fez pensar. “Padre, no mundo de hoje, as pessoas não tem mais tempo para falar e principalmente para ouvir. Todos correm e tem pressa. E as pessoas também são egoístas e querem as coisas somente para elas. Mas o rádio, além de ser a minha companhia, desde quando acordo, até a hora que vou dormir, me faz pensar, refletir e me distrai muito, principalmente com a alegria que vocês transmitem”.
Conversamos mais um pouco, agradeci suas palavras de incentivo e carinho e saí pensando no que ela me disse. “As pessoas não tem mais tempo para falar e principalmente para ouvir”. Fiquei observando algumas situações e me dando conta de como nosso mundo é agitado. Como eu sou agitado.
Corremos, corremos e nunca chegamos. Julgamos que não podemos parar nunca, mas no fundo sabemos, que no dia que deixarmos este mundo, tudo vai continuar. E que vamos levar? Daí a importância de vivemos cada instante com a maior intensidade possível e darmos todo o tempo do mundo para as pessoas, pois não existe nada no mundo mais importante do que as pessoas que nos cercam. Pense nisso!

domingo, 5 de dezembro de 2010

João Batista prepara a vinda do Messias

O evangelho deste final de semana, (Mt 3, 1-12) segunda semana do tempo de advento apresenta João Batista como precursor, aquele que prepara a vinda do Messias. João Batista está no deserto da Judéia, se alimenta com gafanhotos e mel silvestre. O deserto evoca imediatamente o lugar onde o povo do Antigo Testamento gestou um projeto de sociedade alternativa na qual todos pudessem ter acesso à vida. Alimentando-se do que encontra no deserto, João Batista confunde os planos econômicos da sociedade estabelecida em Jerusalém, baseada na exploração, no lucro consumista de poucos à custa da fome e miséria do povo.
João anuncia, com seu modo de viver, o novo que está para chegar em Jesus, aquele que vai inaugurar a Justiça do Reino. O povo sofrido vai a João e confessa seus pecados. Os fariseus e saduceus não concordam com isso, porque são os mantenedores do poder político, econômico e religioso. João Batista os chama de “raça de cobras venenosas”, porque o sistema por eles mantido só gera morte.
O profeta mostra, que para pertencer ao reino, é necessário produzir frutos de justiça que comprovem a mudança, “pois o machado já está na raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo”. A propósito, estamos mais para João Batista ou para os Escribas e Fariseus? Como está nossa preparação para receber o Messias que vai nascer? Que tipo de frutos nossa pratica de vida está gerando?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Celebrações de primeira eucaristia

A criançada da matriz e da Comunidade Menino Jesus de Praga realizaram no final de semana que passou a primeira eucaristia. Neste final de semana é a vez das comunidades de São Braz e Campo Bonito. Nosso agradecimento especial aos catequistas que abraçaram esta missão de gratuidade e doação. E as crianças perseverança nesta caminhada com Jesus Cristo eucarístico.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Um menino vai nascer

Depois de muita espera um jovem casal recebeu a notícia que teriam um filho. Nossa! Que festa! Que euforia! Não cabiam em si de tanta alegria. Começaram a ligar, mandar torpedo, email, anunciando esta notícia. E a partir deste momento a vida deste casal nunca mais foi a mesma.
A mais de dois mil anos, numa pequena vila, um casal recebe a notícia que o Messias anunciado pelos profetas, iria nascer e que eles seriam a família deste menino tão anunciado e esperado. A partir deste momento a vida deste casal nunca mais foi a mesma. Inúmeras dificuldades tiveram para acolher este menino. Viagens, perseguições, pobreza, mas a fé e a certeza de que Deu
s os escolheu para esta nobre missão.
Estamos nos preparando mais uma vez para receber este menino que vai nascer. As ruas começam a ser enfeitadas, o comércio nos motivando para comprar presentes e arrumar enfeites, o papai Noel já esta presente e aos poucos tudo fica em clima de natal. E o menino que vai nascer, onde está? O que estamos fazendo para acolhê-lo? Será que ele vai encontrar lugar em nossa casa?
Nossa igreja nos motiva para preparar e acolher este menino que vem com orações e com gestos concretos de amor, partilha, perdão e solidariedade. Os encontros de preparação para o natal são uma importante ferramenta, bem como nossas celebrações litúrgicas e gestos concretos como doações de doces, brinquedos, roupas e alimentos em favor dos necessitados. Como está nossa preparação para receber o guri-Deus que vem a nós?

domingo, 28 de novembro de 2010

Vigilância, Prontidão...

O evangelho deste final de semana, (Mt 24,37-44), primeira semana do tempo de advento, alerta para estarmos atentos, vigilantes e preparados. Os capítulos 24 e 25 de Mateus formam o que se costumou chamar de “discurso escatológico”. Dois temas importantes nascem desses capítulos: 1. O fim do Templo e a destruição de Jerusalém. 2. O desconhecimento em relação à vinda do Filho do Homem e a conseqüente vigilância como gesto ativo que compromete as pessoas na transformação da realidade. Este segundo aspecto é o tema do evangelho deste final de semana.
A vinda do Filho do Homem é uma questão de sensibilidade para o momento presente, semelhante à de Noé, qualificado como pessoa justa. É aí que se joga o destino da sociedade: “Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem. Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra deixada”. Por que essa diferença de sortes? Qual terá sido o critério de seleção, se aparentemente os dois homens e as duas mulheres estavam fazendo exatamente as mesmas coisas? A resposta está no modo como a pessoa age. Há quem vive o presente preparando o futuro, e há quem não aprendeu da história (os tempos de Noé) e não sabe como viver o presente, sem futuro...
Mas, o que é vigiar? Vigilância, nesse caso, é solidarizar-se com Jesus, que está para ser morto por uma sociedade baseada na mentira e na injustiça. Isso pode iluminar o trecho em questão. Jesus não está à procura de inquisidores nem declarou aberta a temporada de caça às bruxas; ele quer pessoas que, apesar de não saberem quando o Senhor virá, se solidarizam com os que clamam por sua vinda, projetando luzes novas sobre a escuridão que invade nossa sociedade. A propósito, Estamos vigilantes com Jesus, no rosto de nossos irmãos e irmãs? Como vamos nos preparar para o natal?

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

É tempo de advento

Neste final de semana começamos um novo ano na Igreja. É tempo de advento, de espera e preparação para o natal. Para as duas maiores festas cristãs, Páscoa e Natal, a Igreja nos propõe um tempo de preparação, que na Páscoa chamamos de quaresma e no natal advento. Advento vem de advir, espera, preparação, caminho para a vinda de Jesus. Advento não é natal, mas preparação para o natal. O natal está profanado pela exploração econômica. Os interesses comerciais ligados a ele atropelam completamente a consciência e a vivência do advento. Assim a igreja nos convida a fazermos destas quatro semanas um tempo de preparação, de recepção e acolhida para que o guri-Deus faça sua morada mais uma vez no meio de nós.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Tempo de Assembleia

Estamos nos aproximando de mais um final de ano e com ele, muitas coisas se tornam inevitáveis. É tempo de olhar para trás e perceber as coisas que realizamos e também aquelas que deixamos de fazer. É tempo de avaliação e planejamento também.
Para nós igreja é tempo de assembleia de pastoral, ou seja, momento de avaliar nossa atuação pastoral neste ano de 2010. O que fizemos neste ano que está chegando ao seu final? O deixamos de fazer? O que poderíamos ter feito melhor? Como está nossa vivência pessoal e comunitária?
Em nossa diocese este ano de 2010, foi o ano que a missão popular começou a ganhar corpo com os retiros paroquiais e formação de novos grupos de famílias. Foi maravilhoso perceber as pessoas se dando conta de que não estão aqui por acaso. Existe sim, alguém que é maior do que tudo e todos, e nos convida a colaborarmos com Ele, para deixarmos o mundo mais lindo, justo, fraterno e solidário.
O próximo ano será para nossa diocese o ano da visitação, ou seja, seremos desafiados a visitarmos todas as pessoas de nossas comunidades. Iremos a todas as casas, com o objetivo de conhecer, dialogar, encurtar distancias e convidar todos para se engajarem nesta proposta de tornar Jesus Cristo mais conhecido, amado e vivido.
Que o Espírito Santo, nos ilumine para realizarmos boas assembléias, avaliando nossa atuação e planejando o próximo ano com boas ações. Que 2011 seja o ano da visitação. E que esta renove e revigore nossa vida de fé em Jesus Cristo na comunidade Igreja.

sábado, 20 de novembro de 2010

O Rei da Justiça, da Paz e do Amor

No evangelho deste final de semana, (Lc 23,35-43), festa de Cristo Rei, Jesus é apresentado como Rei do Universo. Junto à cruz estão espectadores curiosos (povo), lideranças político-religiosas judaicas e soldados. Juntamente com o criminoso, essas pessoas representam os que se sentiram traídos em suas expectativas quanto ao tipo de messianismo e realeza que Jesus inaugurou a partir dos pobres e marginalizados. De fato, a zombaria gira em torno dos títulos Messias, o Escolhido, Rei dos Judeus. Havia um letreiro fixado à cruz: “Este é o Rei dos Judeus”. Só agora, depois de haver apresentado a zombaria dos que se excluem da sociedade e história novas, é que o evangelista Lucas chama a atenção para o fato. O letreiro, apesar dos insultos e caçoadas, afirma que em Jesus está presente a realeza capaz de dar a vida.
O episódio do “bom ladrão” quer mostra que a misericórdia de Deus jamais se esgota se as pessoas estão dispostas a aceitá-la. Afirma também que justamente aí, na cruz, é que inicia a realeza autêntica: “Jesus, lembra-te de mim, quando começares a reinar”. A súplica do “bom ladrão” representa o clamor de todos os “malditos” da nossa sociedade, dos quais Jesus se lembra e começa a reinar com eles e a partir deles: “Hoje você estará comigo no paraíso”.
Temos aqui um dos pólos do Evangelho de Lucas. A atividade libertadora de Jesus iniciada a partir de seu programa na sinagoga de Nazaré para terminar no “paraíso”, onde ele entra com os excluídos que clamam: “Jesus, lembra-te de mim…”. O paraíso recorda o jardim do Éden do livro do Gênesis, onde o ser humano experimentou o prazer de uma sociedade fraterna e igualitária. Jesus reina a partir dos “malditos”, dos pobres e dos excluídos. A propósito, é assim a pratica de nossos governantes hoje? E nossa comunidade Igreja, acolhe aqueles que estão à margem?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Árvore boa produz frutos

Neste final de semana celebramos a festa de Cristo Rei do universo, e com ela chegamos ao final do ano litúrgico. Esta festividade quer salientar o reinado de Jesus Cristo, muito diferente dos reis (governantes) humanos, e mostrar principalmente o poder como doação e serviço.
Numa pequena fábula a partir das árvores da floresta, podemos entender melhor esta dimensão de usar o poder para o serviço.

Um dia as árvores resolveram eleger um Rei. Consultaram muitas delas e nenhuma queria renunciar aos seus dons que consideravam máximos, para reinar sobre a Floresta. A Oliveira se orgulhava do azeite, a Figueira da doçura incomparável dos frutos, a cerejeira falou de suas flores e da beleza dos frutos, o Cedro do Líbano não renunciaria ao perfume de seu tronco e à madeira mais bela. Por fim consultaram a Espinheira e ela respondeu que sim, ela reinaria se todas as demais viessem abrigar-se sob seus galhos, pois, se não o fizessem, de seus espinhos poderia emitir fogo e queimar a todos, até os Cedros do Líbano.

Jesus Cristo, Rei do Universo, nos mostra que no seu reinado não há espaços para egoísmos, injustiças, desigualdades. Ele é o Rei do amor, da paz, da alegria e da esperança. Desse modo, ele nos convida a colocar nossas melhores qualidades a serviço dos outros e jamais fazer como a Espinheira, pois é a partir dos frutos que conhecemos a árvore. E árvore boa produz bons frutos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tem festa no Campo Bonito


No próximo final de semana, 20 e 21 de novembro, sábado e domingo, acontece a festa em louvor à Santo Antônio, na Comunidade Divino Espírito Santo do Campo Bonito. No sábado, a missa é às 20h30min, com transmissão da Rádio Maristela, seguindo com jantar dançante no salão. No domingo às 11h, missa, procissão e escolha dos novos festeiros. Ao meio dia almoço e tarde dançante no salão. Alegramo-nos com a comunidade de Campo Bonito e convidamos a todos para participarem desta festa.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Perseverança até o fim

O evangelho deste final de semana (Lc 21, 5-19), fala da destruição do Templo e da cidade de Jerusalém, entendida como um “fim de mundo”. O evangelho não fala do fim do mundo, do final da história da humanidade, mas de um fim que é novo começo, de um fim que está sempre acontecendo.
A destruição de Jerusalém foi, para o cristianismo inicial, algo parecido com a morte da mãe antes do corte do cordão umbilical. Os primeiros cristãos estavam ainda muito ligados à religião judaica. Com a grande revolta do ano 66 e a destruição do Templo e da cidade de Jerusalém no ano 70, toda a estrutura física e humana daquela instituição judaica foi demolida. Foi um fim, mas também novo começo.
Na Galileia, grupos de pequenos proprietários, em consequência da exploração exercida pelo império romano e das altas taxas de juros cobradas pelos judeus ricos, perderam tudo o que possuíam e passaram a formar quadrilhas de assaltantes. Chegavam a assaltar uma caravana romana e depois repartir os alimentos nas aldeias, pois o povo morria de fome. No ano 66, eles entraram em Jerusalém, queimaram os documentos de suas dívidas, que lá estavam, e dominaram a cidade. Foi a grande revolta.
Seus líderes passaram, a competir entre si, cada qual reivindicando para si o título de Messias, pretendendo ser a realização das esperanças de todo o povo. O evangelho aconselha os discípulos de Jesus a não acreditar nisso, nem se apavorar com a guerra em curso. Os cristãos não devem participar da loucura da revolução nem ficar apavorados, apesar de perseguidos por todos os lados. Especialmente nessas circunstâncias, a fidelidade a Jesus cria problemas até mesmo dentro de casa. Quantas vezes os mais próximos é que vão denunciar o discípulo, que age e fala de maneira contrária aos critérios deste mundo? Os discípulos, no entanto, devem ficar firmes no testemunho de Jesus e ser coerentes até o fim. O que salva, é a coerência resistente até o fim. A propósito, somos resistentes e testemunhamos Jesus Cristo com nossa vida?

domingo, 7 de novembro de 2010

Encontrão diocesano dos grupos de famílias

Foi uma linda festa! Mais de quatro mil pessoas representantes das 24 paróquias de nossa diocese estiveram reunidas no sábado, 06 de novembro no Ginásio Municipal de Tramandaí.
Este encontro já é uma tradição em nossa diocese e este a
no ganhou o reforço das Santas Missões Populares, dia nacional da Juventude e também foi uma espécie de assembleia diocesana.
Na parte da manhã, depois de uma calorosa acolhida com muita alegria e animação, tivemos a leitura orante da Bíblia, com o trecho bíblico conhecido como a multiplicação dos pães, ou milagre da partilha. Ao meio dia, um momento lindo de partilha, onde cada um colocou em comum aquilo que trouxe e como o texto bíblico, todos comeram, ficaram satisfeitos e ainda sobrou uma boa quantidade.
Na parte da tarde, tivemos relatos sobre o trabalho missionário nas paróquias, bem como a experiência missionária em Moçambique. Ainda tivemos, uma procissão pelas ruas da cidade com reflexão, oração, animação e finalmente a celebração da eucaristia com envio. Como símbolo do encontro cada comunidade da diocese recebeu uma plantinha de palmeira açaí para ser cultivada e cuidada.
Durante o encontro, nosso bispo Dom Jaime, muito entusiasmado com a presença e participação de tantas pessoas, anunciou o ano de 2011, como o ano da visitação. “O próximo ano será o ano da visitação. Iremos a todos os lugares. Casas, escolas, comércios... ninguém poderá ficar sem receber a nossa visita”.

sábado, 6 de novembro de 2010

O evangelho deste final de semana (Mt 5,1-12), festa de todos os Santos, traz o conhecido relato das bem-aventuranças. O texto começa: “Tendo visto as multidões, Jesus subiu à montanha...”. Foi porque viu aquelas multidões que Jesus subiu à montanha e passou a dar a instrução aos discípulos, como Moisés, da montanha, deu ao povo a Lei ou Instrução de Deus. À vista das multidões, ele faz o Sermão da Montanha.

Que multidões eram essas? Eram as multidões de sofredores da Judeia e da Galileia. Podemos dizer que são toda a humanidade sofredora. Por causa dela, para benefício dela, Jesus se senta como mestre, rodeado pelos discípulos, sobre uma montanha que lembra o monte Sinai. Ele instrui os discípulos não para que estejam voltados para o próprio umbigo, mas para que cuidem das multidões sofredoras que acorrem de toda parte.
Isso ajuda a entender a instrução. Notar que, das oito bem-aventuranças básicas, a primeira e a última se referem ao tempo presente: “deles é o reino dos céus”. É preciso ter bem claro que “reino dos céus” não é o céu, a glória eterna. “Reino dos céus” é o mesmo que reino ou reinado de Deus. Ele começa aqui na terra, onde o que se liga ou desliga é confirmado no céu. Os primeiros são os “pobres por espírito”, isto é, por força interior, por convicção, e os últimos são os “perseguidos por causa da justiça”, perseguidos por buscarem a justiça do reinado de Deus. Assim, os pobres e os perseguidos, de certo modo, identificam-se. Nas bem-aventuranças seguintes estão as consequências disso. Os que agora estão chorando mais adiante vão parar de chorar, serão consolados. Os que têm fome e sede de ver acontecer a verdadeira justiça hão de matar essa fome. Os carentes, em geral traduzidos por “mansos”, os que não são ninguém, que não têm vez nem voz, serão senhores, serão os donos da terra. Na sequência, outras três bem-aventuranças: os que colaboram, ou seja, os que têm misericórdia, os que têm intenções retas (“coração puro”) e os que promovem a paz ou felicidade plena também terão sua recompensa. A propósito, acolhemos a proposta de felicidade das bem-aventuranças?

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Tramandaí recebe os missionários neste sábado

Neste sábado, dia 06, acontece o encontrão diocesano dos grupos de famílias, ou também chamado de Retiro Diocesano. Nossa diocese realiza desde o seu surgimento, no ano 2000, uma atividade para celebrar, de forma diocesana, o encontro das famílias que durante o ano partilham sua vida e sua fé. Este ano, dentro do processo das Santas Missões Populares, o encontro promete ser ainda maior. Nossas paróquias da região estarão bem representadas e a Radio Maristela falará durante todo o dia diretamente de Tramandaí. As atividades serão no Ginásio municipal de Tramandaí das 8h30 até as 16h.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Saudade, lembrança, amor, vida...

Amanhã, terça feira, 02 de novembro, dia de finados, teremos mais uma vez a oportunidade de lembrar com carinho aqueles que nos precederam e que são motivos de lembranças e saudades.
As palavras do título deste texto expressam um pouco do sentimento deste dia. Um dia de saudade, de lembranças, tristeza pela separação física, às vezes de forma trágica e inesperada, mas também um dia de certeza que nossos entes queridos não morreram, apenas vivem de forma diferente.
Nossa fé cristã, fundada na ressurreição de Jesus, nos diz que a morte não existe, o que existe é apenas uma mudança em nosso jeito de viver, e assim que partimos deste mundo, estamos já, de forma plena e definitiva na vida eterna. Estar em comunhão com eles, nos faz viver a esperança do reencontro na luz da face de Deus, que nos ama eternamente.
Desse modo, precisamos viver com gosto a vida que temos, gastando cada instante de nossa vida para nossa realização e a realização de nossos irmãos e irmãos, nunca esquecendo que aqui estamos de passagem para a verdadeira vida. Por isso, não vamos nos apegar a bobagens e mesquinharias que só dificultam nossa vida e atrapalham nossa felicidade.
É um dia para lembrar e agradecer a Deus pelos nossos entes queridos, e ao rezar com eles e por eles, estaremos nos preparando para o reencontro definitivo. Afinal, Jesus Ressuscitou e com sua ressurreição, garantiu também a nossa ressurreição.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A salvação é para todos

O evangelho deste final de semana (Lc 19,1-10), 31º domingo do tempo comum, traz a conhecida passagem da conversão de Zaqueu.
Jesus está a caminho de Jerusalém e entra em Jericó. Ali havia um homem de pequena estatura, chamado Zaqueu. Por causa da multidão que acorria para ver Jesus, ele saiu correndo à frente e subiu numa árvore, por onde, certamente, Jesus iria passar. Ao entrar em Jericó, Jesus viu Zaqueu, e lhe disse que iria hospedar-se em sua casa. Naquele momento, o cobrador de impostos foi chamado a ser seu discípulo. Zaqueu queria ver Jesus, mas é Jesus quem o vê. Para o judeu, o crer consistia no ouvir, interpretar; para o cristão, o ver. Por isso, os milagres de Jesus comprovavam a eficácia de sua ação.
Jesus diz a Zaqueu que iria se hospedar, entrar na sua casa. Casa é invólucro de cada um de nós, a construção material onde ocorrem relações sociais e econômicas em função de uma família. Quanto melhor estiverem organizadas essas relações, melhor será a vida familiar. A função primeira de Zaqueu era cuidar da economia, do dinheiro do povo, que seria enviado para os romanos. Jesus, ao convidá-lo para ser o seu discípulo, estava ensinando que toda a economia que não estiver a serviço da vida não é querida por Deus. E Zaqueu logo compreendeu o sentido do chamado, ao afirmar que daria a metade dos seus bens para os pobres, e restituir o que roubou.
Jesus, afirma que a salvação tinha entrado naquela casa. A salvação é para todos os povos, todos que acreditam na proposta de Jesus e se convertem. Zaqueu é o modelo do cristão que se converte e aceita a salvação, firmando um compromisso de fé, independente de sua condição social, e colocando sua economia a serviço da vida. Deus se alegra com a conversão dos Zaqueus. A salvação é universal.
A propósito, estamos abertos a conversão, a exemplo de Zaqueu?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Vem aí mais novidade na Rádio Maristela

Nos últimos anos a rádio Maristela tem realizado várias melhorias, para melhor responder a sua missão enquanto veículo de comunicação. No mês de dezembro, quando a Maristela completa 53 anos, mais uma grande novidade, que vai encurtar as distâncias e possibilitar que nossa voz seja ouvida ainda mais longe por um número imensamente maior de ouvintes. Aguarde!

sábado, 23 de outubro de 2010

O evangelho deste final de semana (Lc 18,9-14), 30º domingo do tempo comum, traz o conhecido texto do fariseu e do publicano.
Eles se encontram num contexto de oração, no templo de Jerusalém, lugar de oração pública e pessoal. O fariseu se gaba de ter ido além do que prescreviam os preceitos religiosos da Torá. Ele se diz não igual ao resto dos homens, todos ladrões, injustos e adúlteros, e, tampouco, como o publicano que ele vê ao seu lado. Ele paga dízimo e jejua duas vezes por semana. O fariseu se arvora no direito de ser juiz diante do publicano, coisa que só compete a Deus. O publicano se humilha e reconhece ser um grande pecador. Ele implora a misericórdia de Deus, batendo no peito.
Estranho na parábola é que o publicano pecador é que é o bom. Da boca de Jesus se ouve a afirmativa de que ele encontrará a sua salvação. A atitude de Jesus parece radical e impiedosa. O que vale é a misericórdia de Deus e o seu julgamento. Deus é justo. Sua justiça se baseia numa relação ética entre seres humanos. A justiça revela quem cada um de nós somos. Se amo o meu próximo, sou justo diante de Deus. O grande erro do fariseu foi o de não amar o seu próximo, mas a si mesmo. Ele se julgava tão justo que nem precisava do julgamento de Deus. Ele se esqueceu de Deus e se colocou como juiz.
Essa parábola ilumina nossa ação missionária na medida em que nos comprometemos a anunciar o evangelho da salvação para todos, reconhecendo nossa limitação e humanidade diante de Deus. Enquanto instituição formada por humanos, a igreja também faz o seu pedido de perdão pelos erros cometidos no seu passado missionário e pede a Deus, como o publicano, que a ilumine nos caminhos da missão evangelizadora, sem se deixar corromper pelo caminho da falsa religião. A propósito, estamos mais para o fariseu ou para o publicano?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010



A Campanha Missionária é promovida em todo o mundo pelas Pontifícias Obras Missionárias, todo ano em outubro, Mês das Missões, culminando no Dia Mundial das Missões neste domingo 24 de outubro. Neste dia, todo católico é motivado a dar sua oferta material para as Missões. Esta é usada para as necessidades missionárias da Igreja. Assim, todos são convidados neste final de semana a darem a sua contribuição.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Estamos nos aproximando do quarto retiro missionário deste ano. Depois de cada paróquia realizar seus retiros, agora queremos nos encontrar como diocese. Numa junção do já tradicional encontro diocesano dos grupos de família com os retiros, teremos uma multidão em Tramandaí no próximo dia 06 de novembro. As caravanas já estão sendo formadas. Organize seu grupo, comunidade, paróquia e não fique fora deste grande acontecimento diocesano.

domingo, 17 de outubro de 2010

Pedir com fé e agir com perseverança

No evangelho deste final de semana, (Lc 18,1-8) 29º domingo do tempo comum, temos a parábola do Juiz desonesto e da viúva insistente.
A oração é uma prática presente em toda a Bíblia e em todas as religiões. No Antigo Testamento ela assume uma nova dimensão a partir da prática de Jesus em orar e da oração ensinada aos discípulos, o "Pai-Nosso". Nos evangelhos, particularmente em Lucas, são revelados a importância e os vários aspectos da oração. A oração é o pedir, com fé, associado ao agir.
A viúva da parábola vai à procura do juiz para fazer seu pedido por justiça. Ela, sofredora e oprimida, não se cansa em insistir no pedido. O juiz, instalado no seu comodismo, sente-se importunado e é abalado pela insistência da viúva. A viúva é a expressão da categoria dos excluídos e oprimidos da sociedade. O juiz é a expressão da classe dirigente, elitista e opressora. A insistência e a perseverança da viúva vencem a indiferença e a omissão do juiz iníquo.
Se o pedido insistente da viúva demoveu o juiz iníquo de sua posição omissa, com maior razão Deus fará justiça aos seus, que a ele clamam dia e noite. É o clamor do seu povo, oprimido por um poder injusto, violento, e idólatra do dinheiro. Este poder acumula as riquezas que deveriam ser destinadas à promoção da vida no mundo e as aplica nas fabulosas e sofisticadas armas de destruição. É o clamor que também exprime o desejo de uma nova sociedade, fundada nos valores humanos de dignidade, fraternidade e partilha, com o desabrochar da vida plena para todos.
A propósito, pedimos com fé e agimos com perseverança?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Eles marcam nossas vidas

Hoje ocupo este espaço para fazer um breve questionamento. Que tal responder rapidamente: Quem ganhou o último premio Nobel da paz? Quem foi o grande ganhador do Oscar? Ou ainda, quem é a miss Brasil? Ou talvez, que ano mesmo, o Brasil ganhou o penta? Com certeza, não conseguimos responder sem pesquisar estas questões. Agora se pergunto Qual o nome de três professores que fizeram parte de sua vida? Bem mais fácil, não é? Faço este questionamento para mostrar a importância destas pessoas que não suficientemente valorizadas. Neste dia 15 de outubro, dia do professor, nossa homenagem, respeito, amor e carinho para com estes bravos heróis de nossas vidas.
Para reforçar isso uma “historinha” de professor.
Um professor pegou um pote de barro e chamou seus alunos. Colocou algumas pedras muito grandes dentro do pote e perguntou-lhes: O pote está cheio? Eles responderam: Sim! O professor pegou uma sacolinha cheia de pedregulhos e a virou dentro do pote, e tornou a perguntar: E agora, o pote está cheio? E eles responderam: Sim, professor. Desta vez o pote está totalmente cheio. O professor, então, pegou uma lata de areia e a derramou dentro do pote. A areia preencheu os espaços entre as pedras grandes e os pedregulhos. Num ímpeto, os alunos se adiantaram: Pronto! Agora acabou, professor. Não é possível colocar mais nada nesse pote! O professor respondeu-lhes com um sorriso e virou uma jarra d’água dentro do pote, que, encharcando a areia, desapareceu.
Depois disso, pegou outro pote de barro e pediu que um aluno repetisse a experiência, mas na ordem inversa. No momento de colocar as pedras grandes, estas não couberam no vaso, pois parte dele já havia sido preenchido por coisas menores. Daí a sabia conclusão: “O pote de barro é a nossa vida; a nossa disponibilidade de tempo é o que cabia no pote. As pedras grandes são as coisas realmente importantes da vida: o seu crescimento pessoal e espiritual e seu relacionamento com a família, escola e amigos. Se você der prioridade a isso e se mantiver aberto para o novo, as demais coisas ajudarão por si: seus afazeres diários, bens e direitos materiais, lazer e todas as demais atividades menores que completam a vida. No entanto, se você preencher sua vida com coisas pequenas, as coisas realmente importantes nunca terão espaço suficiente em sua vida”.
Parabéns professores e que Deus os abençoe nesta nobre missão.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Rádio Maristela nas eleições

Ainda repercute a cobertura da rádio Maristela no primeiro turno das eleições 2010. São muitas as pessoas que parabenizam nossa equipe. Só temos a agradecer a audiência e reafirmar nosso compromisso para com nossos ouvintes de levar a melhor informação com a credibilidade de sempre. Em nome de nossa equipe agradecemos a sintonia e nos comprometemos a continuar sendo “a voz da comunidade”.

domingo, 10 de outubro de 2010

Tem procissão e missa na Vila São João

Na próxima terça-feira, 12 de outubro, festa de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, temos missa e procissão e Vila São João. Sairemos da comunidade Menino Jesus de Praga, às 19h em procissão luminosa, indo até a Igreja Matriz, onde acontece a missa e benção especial para as crianças.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Cura e agradecimento

No evangelho deste final de semana, (Lc 17,11-19) 28º domingo do tempo comum, temos a cura dos dez leprosos e o agradecimento do leproso estrangeiro.
O contexto da lepra/hanseníase no evangelho de hoje é regido pelas leis de Israel, onde o leproso deveria usar vestes rasgadas, ter cabelos desgrenhados, ter o bigode coberto e gritar: Impuro! Impuro! Enquanto estivesse com a doença, deveria morar em lugar separado, conviver com outros impuros, como os samaritanos, mas não com os puros da cidade. Quando alguém era curado de lepra, ele deveria se apresentar ao sacerdote. Os parentes do leproso deveriam chorar por ele, pois a lepra era considerada um castigo de Deus.
Assim podemos entender alguns detalhes do texto: 1) os leprosos se encontram com Jesus quando ele estava para entrar num povoado, o lugar dos puros; 2) eles estão em número de dez, o que relembra o decálogo, que faz do judeu um verdadeiro seguidor de Deus; 3) somente um samaritano, isto é, um estrangeiro, é que volta para agradecer; 4) Jesus cumpre a Lei, pedindo-lhe que fosse se apresentar ao sacerdote.
O leproso samaritano, ao voltar-se logo para Jesus e agradecer-lhe, demonstrou fé na palavra e, o que é mais importante, ele mesmo teve fé. Por isso, Jesus lhe diz: “levanta-te e vai, a tua fé te salvou”. Essa atitude de Jesus, demonstra que a fé em Jesus salva, mesmo sem o cumprimento dos ritos legais da fé judaica. E ainda tem outro detalhe: eles são curados enquanto estão a caminho. Isso quer dizer que quem se coloca no caminho de Jesus já está curado. Os outros nove, que eram judeus, se contentaram com os ritos de cura. O samaritano, o estrangeiro, manifesta a sua fé e louva a Deus pela cura recebida. A propósito, lembramos de agradecer?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Assembleia do Clero

Aconteceu de segunda dia 04 até hoje, quarta, dia 06 a assembleia do clero de nossa diocese. Num clima alegre e fraterno, refletimos sobre nossa ação pastoral neste ano de 2010 e projetamos o proximo ano. O enfoque principal foi as Santas Missões Populares que já estão acontecendo e o ano de 2011, como o ano da visitação. Queremos visitar todas as famílias de nossa diocese. Refletimos também sobre as prioridades diocesanas e as propostas de ação em cada uma delas. Que o Espírito Santo nos ilumine para fazer acontecer o que projetamos.

domingo, 3 de outubro de 2010

Quem tem fé faz

No evangelho deste final de semana, (Lc 17,5-10) 26º domingo do tempo comum, temos uma inquietante pergunta: Senhor aumenta-nos a fé? A resposta de Jesus vem com duas parábolas.
A primeira diz que a “fé pode até ser do tamanho de uma semente de mostarda”. Os apóstolos pedem a Jesus que aumente a fé deles. A interpretação desse texto nos ensina que a fé, por menor que seja, assim como uma pequenina semente de mostarda, pode realizar maravilhas, até mesmo exigir que uma amoreira se replante no mar. Viver a fé em tempos modernos é um desafio para nós. Somos senhores de muitos poderes e de nós mesmos. A fé é muito mais que uma boa obra ou uma dimensão psicológica de nossa existência. Ela é um colocar em Deus, que é amor que nos redime e nos impulsiona a viver na integridade das relações. Fé não é questão de quantidade, mas de qualidade.
Na segunda parábola temos “a fé é como serviço”. Na sequência da fé comparada à semente de mostarda, Jesus, fazendo uso de uma situação não muito peculiar aos apóstolos, a de um patrão que tem um empregado que o serve sem se perguntar o porquê de sua atitude, ensina que é simplesmente fazer o que se tem que fazer. Quem tem fé faz. Isso basta. As obras são consequências de nossa fé em Deus que tudo pode. E se Deus tudo pode, eu também posso, com a minha fé, realizar grandes obras. O serviço é uma dimensão da fé.
A propósito, podemos dizer que temos fé?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

É missão de todos nós

No mês de outubro a Igreja dá atenção especial às missões. Todos os batizados são missionários, pois o batismo nos caracteriza como cristãos: discípulos e missionários de Jesus. Somos convidados a rezar e a refletir por todos aqueles que deixam sua casa, família, pátria e vão para terras distantes anunciar o Evangelho. Mas podemos também ser missionários na nossa família, na nossa rua, no nosso trabalho, nos grupos de famílias e em todos os ambientes que estivermos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Dicas para votar bem

Estamos próximos de exercer mais vez nosso direito de escolher as pessoas que vão conduzir nosso país e nosso estado nos próximos quatro anos. Faço uso neste espaço de algumas orientações que são dadas através da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Eis uma síntese.
1. O poder político emana do povo. Votar é um exercício importante de cidadania; por isso, não deixe de participar das eleições e de exercer bem este poder.
2. O exercício do poder é um serviço ao povo. Verifique se os candidatos estão comprometidos com as grandes questões que requerem ações decididas dos governantes como a superação da pobreza, melhor distribuição da renda, educação, saúde, moradia.
3. Governar é promover o bem comum. Veja se os candidatos e seus partidos estão comprometidos com a justiça e a solidariedade social.
4. O bom governante governa para todos. Observe se os candidatos representam apenas o interesse de um grupo específico ou se pretendem promover políticas que beneficiem a sociedade como um todo.
5. O homem público deve ter idoneidade moral. Dê seu voto apenas a candidatos com “ficha limpa”.
6. Voto não é mercadoria. Fique atento à prática da corrupção eleitoral, ao abuso do poder econômico, à compra de votos e ao uso indevido da máquina administrativa na campanha eleitoral.
7. Voto consciente não é troca de favores, mas uma escolha livre. Procure conhecer os candidatos, sua história pessoal, suas ideias e propostas.
8. A religião pertence à identidade de um povo. Vote em candidatos que respeitem a liberdade de consciência e as convicções religiosas dos cidadãos.
9. A Família é um patrimônio da humanidade e um bem insubstituível para a pessoa. Ajude a promover, com seu voto, a proteção da família contra todas as ameaças à sua missão e identidade natural.
10. Votar é importante, mas ainda não é tudo. Acompanhe, depois das eleições, as ações e decisões políticas e administrativas dos governantes e parlamentares.
Agora é exercer nosso direito e fazermos uma boa escolha. Uma boa eleição para todos os brasileiros.

domingo, 26 de setembro de 2010

Coroinhas da diocese se reúnem em Capão da Canoa

Foi uma bonita festa. Nossos coroinhas de várias paróquias da diocese se encontraram hoje no colégio Divina Providência em Capão da Canoa. O encontro já acontece a alguns anos e tem por objetivo refletir, rezar, integrar e confraternizar. O tema de estudo deste ano, foi a vida de São Luìs Gonzaga, padroeiro da Juventude. Cada paróquia preparou o tema com teatro, música, cartazes... A parte da manhã foi concluída com a eucaristia. A tarde foi mais de brincadeiras, jogos e diversões. O encontro foi coordenado pela pastoral vocacional, com a presença do padre Ildomar e do pe. Vilson. Nosso bispo Dom Jaime, também se fez presente, bem como outros padres e religiosas de nossas paróquias.

sábado, 25 de setembro de 2010

O rico e o pobre Lázaro

No evangelho deste final de semana, (Lc 16,19-31) 26º domingo do tempo comum, temos a conhecida historia do rico e do pobre Lázaro. Este trecho é uma continuidade do evangelho de domingo passado, onde alertava para a impossibilidade de servir a dois senhores, e têm como seu público-alvo os fariseus, chamados de amigos do dinheiro.
A cena do evangelho é simples. De um lado, um rico e bem-vestido, com púrpura e linho e do outro, um pobre de nome Lázaro que jazia à sua porta, esperando comer as migalhas de seus banquetes. Lázaro significa “aquele que vem em ajuda de”. Ele espera ser ajudado com obras de justiça, de divisão dos bens. Tranquilidade e banquete de um lado, tormento e fogo do outro. A Bíblia nos oferece muitas imagens do inferno. Uma delas é essa da parábola de hoje: um lugar do desespero e do pavor. Receber a pena do inferno é o mesmo que entrar em pânico. É saber que um lugar sombrio me espera. Jesus usa a imagem do choro e do ranger os dentes dos que forem para o inferno. Ele também compara o inferno com o verme que não morre, bem como à Geena, lixão da cidade de Jerusalém. As imagens usadas na Bíblia para descrever o inferno são todas simbólicas. O fogo que devora simboliza a absoluta frustração humana e o seu total distanciamento de Deus.
Diante de tal situação, só resta ao ser humano chorar e ranger os dentes na escuridão de uma vida sem utopias, no exílio de opção feita por ele mesmo. É o que ocorre com o rico da parábola de hoje. Ele implora ao pai Abraão que Lázaro venha lhe trazer água, que vá até à casa de seus cinco irmãos para avisá-los da sua situação desesperadora e que mudem de vida. Nenhum desses pedidos pode ser atendido. A situação estava posta por opção do rico, o ser humano opressor. O fim é trágico, mas é fruto da opção que fazemos. A propósito, qual a nossa opção?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Dentro do mês de setembro, para a Igreja do Brasil, mês da Bíblia, temos no último domingo, o dia da Bíblia. Esta biblioteca, com histórias escritas a mais de quatro mil anos, sempre trazendo lindos ensinamentos para nossa vida. Como tenho feito neste espaço, lá vem mais uma história.


Conta-se que, certo dia, Louis Pasteur viajava num comboio, tendo por companheiro um jovem universitário. Não se conheciam, mas cedo o jovem, vendo que Pasteur lia uma usada Bíblia preta, não perdeu a oportunidade de inferiorizar a leitura do velho sábio.
- Mas, o senhor ainda acredita na Bíblia? Ela está cheia de erros, contradições, lendas e fábulas que a ninguém edificam...
- Acha que é mesmo assim? - Respondeu Pasteur
- Claro, absolutamente... A Bíblia está velha e ultrapassada...
- E... o meu amigo já leu a Bíblia?
- Bem... já li um pouco... já ouvi grandes cientistas afirmarem que já não há lugar para a Bíblia...
- Olhe, meu amigo, creia que não é bem assim. A Bíblia é a Palavra de Deus e é infalível.
- Penso que o senhor devia ler os grandes cientistas e as suas palavras sobre esse livro. O senhor aprenderia muito com eles.
- Mas, o que é que dizem esses sábios sobre a Bíblia?
- Olhe, meu amigo, vou sair na próxima estação, mas, se me der o seu endereço, terei prazer em lhe enviar documentação sobre o assunto.
- Muito bem. E, dizendo isto, tirou do bolso a sua carteira e deu ao estudante o seu cartão, onde se lia:
Professor Doutor Louis Pasteur
Director Geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França.

A bíblia não é livro para os ignorantes, nem tão pouco está ultrapassada. Pode haver contra a sua mensagem muitas acusações, no entanto, é a Palavra proveitosa para ensinar, corrigir e orientar para a justiça, para que o homem seja perfeito e perfeitamente instruído para tudo o que é bom. Ela é a luz que ilumina o caminho.